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Apostar na valorização do nosso património

Os Açores contam com 161 fortificações militares, de vários períodos históricos desde o seu povoamento. Estas fortificações encerram um potencial significativo e, se revitalizadas, são fontes de estímulo pedagógico para quem vive na Região, assim como para quem nos visita, com relevância social, económica e, obviamente, para a história militar.

Este património material, com interesse histórico e cultural associado à história militar na Região Autónoma dos Açores encontra-se espalhado por grande parte das ilhas, não se tendo verificado grande preocupação, durante muitos anos, com a sua preservação.

Há bastante tempo que o BE alerta para a degradação desse património, tendo essa preocupação constado nos programas eleitorais. Por encararmos a política de forma séria, consideramos que há que passar das palavras à ação e ser consequentes com aquilo que se promete em campanha.

Desta forma, o BE/Açores apresentou uma iniciativa legislativa que pretende a recuperação das fortificações militares que sejam passíveis de recuperação. Consideramos que a história não se esgota nos livros, nem nas gravuras. Podemos e devemos ir mais longe, concretizando verdadeiros museus a céu aberto, dinamizando estes espaços, através da revitalização destas infraestruturas, cujo potencial associado, no caso da sua concretização, apresenta-se como uma mais valia económica.

Temos consciência das especificidades que este projeto encerra e, por isso mesmo, propomos que seja elaborado um plano por uma equipa multidisciplinar, especializada na matéria.

Nos últimos tempos, e devido aos dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) que dão conta do decréscimo no turismo, na Terceira, assiste-se a  algumas posições politicas que preferem usar do bairrismo fácil, do que identificar as razões para tal decréscimo e trabalhar para inverter esta tendência. A Terceira conta com 78 fortificações militares e com um património histórico imenso. Histórias de batalhas, de naufrágios, de rotas marítimas. Tem uma cidade que é património mundial da UNESCO.

Que fazer com todo este património? Recuperar e torná-lo num foco de turismo ou continuar a “atirar pedras” a outras ilhas, enquanto centenas de histórias ficam sob as pedras das fortificações que se degradam a cada dia que passa?

Agora chegou à hora de mostrar de que lado estão...do lado que pretende a aposta no futuro - com a conservação do passado - , ou ao lado da insistência na reprodução de um modelo de turismo de outros lugares, com outras especificidades.

Esta é uma proposta que beneficia os Açores, no seu todo, e que vá ao encontro do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA), que identifica este património como foco de atração turística. Que fará o PS – partido que sustenta o Governo Regional? Aprovar ou ir contra o POTRAA?