Share |

Descongelamento salarial, onde estás?

No fim do mês de Abril, lá fui eu, todo contente ver a minha folha de vencimento a pensar que finalmente me iria encontrar com os 25% do descongelamento salarial que foi prometido no orçamento de estado e que muitos de nós adquirimos o direito no primeiro dia de Janeiro do corrente ano.

Qual não foi o minha surpresa! Já passaram quatro meses completos desde o inicio de 2018 e ainda nada… dinheirinho que é bom para ajudar face às despesas do dia-a-dia. Esse nem vê-lo!

Será que os chefes, os administradores, os diretores, os secretários, os deputados, já encontraram a primeira parte da quarta parte da percentagem do descongelamento ao qual tiveram direito no início do ano nos seus ordenados? É porque aqui a “ralé” ainda não. Ah! É verdade! Esses senhores provavelmente não tinham ordenados congelados e muito possivelmente foram atualizados todos os anos. Certamente serão uma classe à parte!

Só para vermos como andam os nossos Governos, quer o Regional quer o Nacional basta ver as promessas do ano passado que não foram poucas, atingiram até a sua inscrição no orçamento de estado para este ano, mas vê-las em 2018, pelo menos no ordenado dos funcionários públicos, isso é outra conversa, até parece que dói, e concretizar não parece ser tão fácil como prometer.

Se já era vergonhoso, dividir o descongelamento em quatro partes e reparti-las pelo período de 2 anos, para que só no fim desse tempo, se comece a receber o que temos por direito hoje e não ao fim desses 2 anos. Pior é fazer as pessoas ficarem à espera, na expectativa de que os descongelamentos vão chegar mas no fim, nada acontece. Pelo menos até agora ainda nada apareceu.

Por outro lado, a 1 de Janeiro chegaram todos os aumentos das despesas, sem atrasos e sem demoras, foram nos impostos, nas compras, na gasolina, no tabaco, enfim, em tudo. Apenas os ordenados é que estão sempre na mesma, há anos que os salários não acompanham o aumento das despesas. E continuamos a ver o orçamento familiar açoriano cada vez pior. Quem consegue sequer imaginar poupar se para as despesas do dia-a-dia o dinheiro parece não chegar!