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Jovens… precisam-se!

A conversa do costume? Em parte. Vejamos: os jovens são o futuro. Certo. Mas também fazem parte do presente. Todos nós, jovens, já ouvimos/dissemos isto. Esta constatação, desiluda-se o iludido, não possui por objetivo priviligiar uma faixa etária. Esta lengalenga é, portanto, pura e simplesmente uma forma de abrir os olhos a tod@s @s jovens de forma a que se assumam como cidadãos.

Nós, jovens, somos o grupo social que respira mais dinamismo. Essa é a nossa força. Podemos marcar a diferença: olhemos para o movimento estudantil dos anos sessenta! A esmagadora maioria dos indivíduos tem a sorte de passar por esta idade, depois, às vezes, esquece-a. Daí a necessidade de jovens ativos na nossa sociedade: compensar a falta de visão e dinamismo. Jovens é o sinónimo de progresso.

A rebeldia da juventude torna uma sociedade democrática autêntica ao nível da pluralidade, da tolerância e da honestidade. Esta altura da vida é aquela onde a realidade é encarada de forma veemente. Somos honestos e sinceros nas nossas opiniões e pretendemos expressá-las livremente. Não existe medo pela diferença. Mesmo apesar do mundo ao nosso redor se estar a pintar de ódio. Somos a esperança de uma sociedade melhor, mas igual, mais plural e justa. Temos de nos fazer ouvir de novo!

Já referi os anos sessenta, a forma relativamente intensa com que os jovens se interessavam por ser uma parte integrante e ativa da sua sociedade, isto na segunda metade do século XX. Parece que a partir daí perdemos o rumo. É compreensível: a nossa democracia tornou-se refém de árbitros políticos que, com todas as desvirtudes que os desportivos possuem, descredibilizam a política. No entanto, cabe-nos rejuvenescer e reerguer a nossa democracia. Algo que, aos poucos, já se tem visto de novo.

Agora, quando este movimento ressurge aparecem com ele dois problemas:

Ou os decisores políticos aproveitam a deixa, fazendo discursos, vangloriando-se da sua abertura para com os jovens, e, depois, atrás das câmaras, voltam ao que é habitual e o movimento desaba;

Ou os jovens são integrados nas estruturas institucionais políticas, as juventudes partidárias.

O primeiro problema é simples de perceber e possui uma gravidade considerável, até porque vai de encontro aos interesses próprios, à desonestidade e à inação.

O segundo problema é-o porque estes tipos de juventudes já são um manual de introdução na politiquice do costume. Aqui, os jovens poderão por em causa a sua irreverência e dinamismo, sendo sugados por uma máquina partidária. Aqui, os jovens já são programados a defender os interesses próprios estabelecendo redes de contactos. Aqui, os jovens são hierarquizados e comandados.

É esta a diferença que o Bloco de Esquerda apresenta: não possui uma juventude partidária institucional. O que o BE tem são jovens aderentes que continuam a ser jovens.

Claro que, apesar dos jovens serem por natureza progressistas, podem entender rever-se numa ideologia, por vezes, difícil de compreender na perspetiva do dinamismo juvenil.

Não afirmo que existem melhores movimentos juvenis do que outros, tenham eles conotação política ou não. Não afirmo que se deva desistir por existirem obstáculos, nomeadamente a nossa sociedade ser uma rede de vícios. Afirmo, sim, que nos devemos unir e refundá-la sobre os ideais democráticos. O espaço político açoriano contará com a presença de mais um movimento juvenil: os jovens do BE/Açores.

Pretendemos estabelecer pontes. Pretendemos avançar e progredir para uma sociedade melhor.

Por isto, sinto que posso afirmar:

Bloquistas, comunistas, socialistas, sociais-democratas, cristãos: jovens de toda a Região, uni-vos!