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Fábrica nossa que estais nas alturas

Situada mesmo junto a uma quantidade de habitações, diversos bairros habitacionais, uma escola do 1.º ciclo, na freguesia do Rosário, temos, na Lagoa, aquele monstro branco popularmente intitulado “fábrica de rações”, embora eu lhe chame de fábrica de dores de cabeça.

Na altura que a Sociedade Açoriana de Sabões SA, foi adquirida pela empresa Finançor – Agro-Alimentar, S.A., que também produzia rações e que transferiu para as instalações, situadas na freguesia do Rosário, toda a produção de rações que anteriormente dispunha, foi feita uma alteração à licença ambiental anteriormente existente. Trata-se de uma licença ambiental que estabelece as medidas destinadas a evitar, ou se tal não for possível, a reduzir as emissões para o ar, a água e o solo, a produção de resíduos e a poluição sonora, e é aqui que a coisa entorta e muito.

O ruído emitido pela fábrica é de uma violência auditiva, e de duração que não cabe na cabeça de ninguém, é que a mesma emite ruído, por norma, entre as 07:30 e prolonga-se na maior parte das vezes até cerca das 22:30 quando não chega às 23:00… Com uma duração destas é um ruído que acaba por ser muito incomodativo, ruidoso e intolerante, sendo que por vezes o ruído é acompanhado por algum pó, que entranha nas roupas estendidas, e traz consigo um odor altamente nauseabundo.

E falo com conhecimento de causa, por residir mesmo quase encostado à fábrica, além de ouvir queixas constantes dos restantes moradores das áreas circundantes.

A 21/10/2015 foi entregue no município da Lagoa, um baixo assinado, com 111 assinaturas, para que algo fosse feito, alguma medida. Ora, segundo uma das subscritoras, que recebeu a resposta do município, via telefone, nada mais podiam fazer, pois os testes apontavam para normalidades, embora, caso se quisesse nova avaliação, teria um custo de € 70,00 suportado pelos subscritores… Aqui não sei se ria, se fique boquiaberto...

Já foram colocados nas redes sociais, nas diversas páginas das entidades oficiais, vídeos com o ruído, textos, e até agora nada de nada.

Ora, convido a Sr.ª. Presidente do Município a residir num dos bairros durante uns dias, ou mesmo até, aparecer com alguma fiscalização de entidades oficiais, de surpresa, pois avisar antes não vale…