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A nossa pegada ecológica determina o futuro!

O plástico invadiu-nos a vida. Nas nossas rotinas quotidianas somos confrontados/as com a mais diversificada oferta da comodidade descartável.

Também é verdade que existe já alguma consciência acerca do estado do planeta e do caminho que se tem de traçar para que as gerações futuras possam desfrutar daquilo que nos foi emprestado e de que temos o dever de cuidar. Ao contrário do que se pensou durante anos, a Terra não tem um caixote de lixo sem fundo, nem o mar poderá servir para despejo daquilo que se tornou dispensável, nas nossas vidas.

Poderia encher linhas e linhas citando estudos científicos, relativos a toneladas de lixo que atravessam oceanos e se concentram em lugares que ficam a milhares de quilómetros das populações responsáveis, mas parece-me não ser necessário quando nas costas açorianas nos deparamos com tanto, mas tanto lixo.

Poderia, igualmente, escrever acerca do efeito do plástico nas espécies marinhas que através do emaranhamento e da ingestão são vítimas directas dos nossos comportamentos, causando-lhes muitas vezes a morte.

No entanto, e tendo a certeza de que a informação disponível é suficiente para que estejamos actualizados, apelo à vossa consciência para que repensem as atitudes que podem ser alteradas. O café do costume agora servido em copinho de plástico?! Recusem! Mexer o café com uma coisinha de plástico? Peçam colheres de alumínio. Beber por uma palhinha?! Peçam copo de vidro. Sempre que possível bebam água potável num copo de reutilizável. De cada vez que assistam a invólucros de plástico sendo atirados para o chão ou para o mar, informem as pessoas acerca do objetivo dos caixotes de lixo.

São estratégias simples e que poderão ter impacto no presente e no futuro. E, acima de tudo, aliem o discurso às práticas, pois parece-me que o “faz o que eu digo e não o que eu faço” é cada vez mais actual.

Não se poderá ficar eternamente à espera que grupos de pessoas, geralmente denominadas e adjectivadas pejorativamente de “verdinhos”; “ambientalistas radicais”, limpem costas, praias, ribeiras, enquanto que entidades com essas responsabilidades se desresponsabilizam.

Poderia ter abordado o papel essencial da reciclagem, mas considero que perante as situações com que nos defrontamos, a redução do uso do plástico é mesmo a solução, pois na verdade, muito se legisla e pouco se faz cumprir.