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“Prepotência e impunidade da maioria absoluta do PS marcam conclusões da comissão de inquérito”

“Entre a realidade e o compromisso assumido pelo presidente do Governo Regional – de que a comissão de inquérito aos transportes marítimos devia procurar a verdade doesse a quem doesse –, intrepos-se a maioria absoluta do PS”, que impediu que fossem atribuídas responsabilidades políticas pelos acidentes com cabeços de amarração em vários portos, incluindo o que aconteceu em São Roque do Pico e que vitimou o cidadão José Norberto.

“Prepotência e impunidade” são as marcas que o PS deixou nas conclusões do relatório desta comissão de inquérito, disse a deputada do Bloco de Esquerda.

Zuraida Soares lembrou que só o facto de o PS ter uma maioria absoluta permitiu que a análise técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil ao cabeço de amarração envolvido no acidente mortal no Pico, proposta pelo BE, não fosse tida em conta na elaboração das conclusões finais. Mesmo apesar de a sua importância ser comprovada pelo facto de o Ministério Público ter pedido um estudo idêntico.

Esta maioria absoluta permitiu também a imposição de alterações ao relatório final, por parte do PS, sem qualquer justificação ou argumentação além de “porque o PS quer”.

“A maioria absoluta também se revela quando o Governo reconduz um gestor público, numa empresa pública, depois de saber que este gestor não reportou um incidente grave ocorrido em junho de 2015 no porto da Horta, e depois de saber que o relatório do Gabinete de Prevenção e de Investigação de Acidentes Marítimos apontava para a existência de deficiências em alguns cabeços de amarração, nomeadamente naquele que provocou o acidente fatal”, lembrou a deputada Zuraida Soares, lamentando que “mesmo assim o Governo Regional reconduziu este gestor público”.