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António Lima acusa Gaudêncio de falta de transparência por abuso de ajustes diretos

António Lima acusa o atual presidente da autarquia da Ribeira Grande de falta de transparência, devido ao abuso do recurso aos ajustes diretos. “Uma câmara que adjudica por ajuste direto mais de 90% das prestações de serviços e obras é uma câmara que não quer a transparência”, disse o candidato do BE, num comício realizado ontem no Teatro Ribeiragrandense.

O candidato do Bloco sublinha que “sob o pretexto de apoio à economia local não se pode por em causa a transparência, abusando dos ajustes diretos em detrimento do concurso público na adjudicação de prestações de serviços à autarquia”.

Ainda no que diz respeito à transparência do município, a candidatura do Bloco defende a criação de um registo público de interesses dos eleitos locais, e a gravação das reuniões públicas da câmara e da assembleia municipal, que devem ficar disponíveis em áudio e vídeo no site da Câmara Municipal.

“As reuniões de câmara e assembleia devem ser objeto do escrutínio público, não apenas em direto, mas as palavras e sentidos de voto devem ficar registados em vídeo”, explica António Lima.

O Bloco recusa também a estratégia que tem sido seguida de concessionar a recolha de resíduos e a limpeza de espaços verdes. “Competências municipais tão essenciais como estas não podem ser concessionadas, não é isto o apoio à economia local”, salienta o candidato do BE à autarquia da Ribeira Grande.