Share |

Baixa execução orçamental no Emprego e Ciência mostra que Governo não aposta no futuro

Emprego, Saúde e Ciência são as áreas com menor taxa de execução orçamental nos Açores. Este dado demonstra que o Governo Regional não investe no futuro e não aposta naquelas que são as prioridades para lançar as bases para um novo paradigma económico para os Açores, baseado na Ciência, no Conhecimento e no Emprego com mão-de-obra qualificada. 

“É inadmissível que numa Região com baixa escolaridade, e com recursos de mão-de-obra pouco qualificada, a taxa de execução do orçamento no que diz respeito ao Emprego e Qualificação Profissional seja de apenas 29,9%”, disse a deputada Zuraida Soares, que acusou o Governo Regional de, no que diz respeito ao Emprego, preferir “privilegiar os programas ocupacionais, que dão rendimento imediato e voto garantido”.

“É confrangedor que, quando se fala tanto de ciência e conhecimento, e de um novo paradigma económico, a execução do orçamento para as áreas de Investigação, Desenvolvimento e Inovação sejam as que têm maior défice”, lamenta a deputada do BE.

“Lançar as bases para um novo paradigma econónico, assente no conhecimento e em mão-de-obra qualificada, capaz de gerar maior valor acrescentando, exige forte investimento na Educação, Conhecimento e Investigação”, defendeu Zuraida Soares, que criticou o PS por não cumprir as suas promessas: o AIR Center não passar de um ‘bluff’ e o Centro de Investigação do Mar na Horta está congelado.

Todos os anos, o Governo Regional faz propaganda na apresentação do orçamento, anunciando o aumento do investimento público, mas na verdade grande parte deste investimento nunca é concretizado. Em relação a 2017, cuja execução do plano esteve em debate no parlamento, a líder da bancada do BE lembra que dos 517,5 milhões de euros anunciados, apenas 374 ME foram executados.

“Da mesma maneira que é feita uma campanha mediática com o valor orçamentado, também seria um exercício de humildade democrática, ver o Governo Regional prestar o mesmo tipo de contas quanto ao valor realmente executado”, desafiou Zuraida Soares.