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BE acusa autarquia de deixar Angra do Heroísmo sem árvores

 

O Candidato do BE à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo criticou hoje o actual executivo autárquico por ter deixado a cidade sem árvores, que, diz Paulo Mendes, “não são meros acessórios estéticos”, mas também os depuradores naturais para contrariar a poluição.

“Ao longo dos últimos dois anos, os angrenses assistiram ao abate sistemático de muitas das árvores da cidade”, disse Paulo Mendes, lembrando que o BE, ao longo dos 2 últimos anos, chamou, publicamente, a atenção para as alternativas ao abate nos casos em que a calçada estava a levantar: podas das raízes, ou a utilização de barreiras mecânicas para as redirecionar, ou ainda, em alguns casos, o transplante.

“Esqueceram o dia sem carros e lembraram-se de cortar as árvores. Porque ‘sim’ e porque as árvores não votam”, disse o candidato do BE referindo-se também ao facto de Angra ter deixado de celebrar o Dia Europeu Sem Carros, considerando tratar-se de um contra-senso: “uma cidade património mundial enterrada em trânsito automóvel que, nem uma vez por ano, respira e que, agora, nem tem depuradores”.

Ao longo dos úlitmos anos, o BE desafiou a autarquia a apresentar o seu plano de arborização para a cidade, mas nunca obteve qualquer resposta, nem a oposição encetou grandes esforços para, pelo menos, devolver as árvores à cidade.

A candidatura do BE entregou hoje, de forma simbólica, o prémio de “árvore sem voz” ao actual executivo autárquico.