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BE alerta para atraso na apresentação do novo plano estratégico da SATA

António Lima alerta para o atraso na apresentação do novo plano estratégico da SATA – que o presidente do conselho de administração da companhia se tinha comprometido publicamente a apresentar até ao passado mês de maio – e considera que “o caos que se vive no sector dos transportes nos Açores radica na falta de estratégia e não no acidente, no imprevisto ou no piloto que teve gripe”.

Num debate sobre transportes e acessibilidades, o deputado do Bloco de Esquerda salientou que a operação da SATA para o próximo ano já devia estar a ser preparada, e que a ausência da apresentação do novo plano estratégico da companhia faz prever o pior: que a operação do próximo ano será preparada mais uma vez “em cima do joelho” e que daqui a um ano se repita o debate realizado hoje sobre os problemas nos transportes na Região.

António Lima recordou também as declarações de ontem do ministro das Infraestruturas sobre os problemas com o atual modelo de subsídio de mobilidade, para reiterar que o BE não aceita que as mudanças que serão efetuadas venham a prejudicar os açorianos e açorianas.

É preciso que o Governo Reigonal – que está representado no Grupo de Trabalho que está a rever o subsídio de mobilidade – assuma uma posição contra a imposição de limites ao número de viagens e à escolha de horários.

A ausência de conclusões do Grupo de Trabalho sobre este assunto não augura nada de bom. “Suspeitamos que os resultados do Grupo de Trabalho só deverão surgir lá para outubro, depois das eleições”, disse o deputado.

Relativamente à situação financeira da SATA, António Lima apontou o paradoxo de apesar de haver cada vez mais voos e mais passageiros transportados inter-ilhas, os resultados financeiros da SATA Air Açores serem cada vez piores, e tirou uma conclusão: a companhia aérea regional não está a ser devidamente compensada pelos encaminhamentos gratuitos.

A SATA Air Açores “tem que se ser devidamente compensada em termos financeiros, não pode estar a transportar passageiros de graça” e a “trabalhar para aquecer”, porque isto pode pôr em causa a viabilidade e a sustentabilidade da empresa.