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BE apresenta medidas concretas para a reparação de danos ambientais pelos EUA nas Lajes

O BE defende a implementação imediata de medidas de reparação dos danos ambientais causados pela presença militar norte americana na Terceira, que visam assegurar a saúde pública e resolver todos os impactes ambientais.

O projeto de resolução entregue na Assembleia da República aponta medidas para a limpeza da contanimação de aquíferos por hidrocarbonetos – situação conhecida desde 2008 – mas também para a limpeza da contaminação por chumbo – confirmada no relatório confidencial do LNEC recentemente tornado público pela comunicação social –, e ainda a identificação de possíveis focos de contaminação por radioatividade.

“Assumimos que, neste momento, já existe a confirmação da contaminação por chumbo em solos e subsolos e não pomos de parte as suspeitas levantadas da possibilidade de uma contaminação também por radioatividade”, explicou a dirigente do BE, Alexandra Manes, em conferência de imprensa realizada hoje na sede do BE na Terceira.

“Interessa, neste momento, identificar outros danos ambientais resultantes da presença militar norte-americana na ilha, para que se desenvolvam as ações necessárias à limpeza da pegada ambiental e à devolução do estado ambiental anterior à poluição”, disse Alexandra Manes.

O BE alerta para o facto de haver uma tendência – expressa nas propostas de outros partidos sobre esta matéria – “para desresponsabilizar os autores do crime ambiental praticado – os EUA –, e para relegar a saúde e bem-estar dos terceirenses e das terceirenses para segundo plano, para que prevaleçam as relações diplomáticas com o governo norte-americano e a preocupação com a permanência de Portugal na NATO”.

Nesta matéria o Bloco é inflexível e defende “sem quaisquer receios” que “os custos da identificação, descontaminação e devido acompanhamento devem ser imputados aos Estados Unidos da América, aplicando-se o princípio do poluidor-pagador”. No entanto, tendo em conta o perigo que a atual situação representa, o BE admite que o Estado Português deve assumir urgentemente estes custos e exigir aos EUA o respetivo ressarcimento.

“Não aceitamos que o perigo para a saúde pública a que estamos sujeitos e sujeitas continue a ser ignorado e tratado com passividade pelo Governo da República, que tem sido incapaz de reclamar aquilo a que tem direito junto aos EUA. É de saúde que se trata. É da qualidade ambiental. É da vida”, conclui a dirigente do BE.