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BE contra Orçamento da Região para 2020 que promove trabalho precário e privatizações

O Bloco de Esquerda votou hoje contra o Orçamento da Região para 2020 porque contém medidas que seguem políticas de direita, como a privatização de uma empresa pública estratégica como a SATA, o financiamento de projetos privados de Saúde com dinheiros públicos, o incentivo ao trabalho precário através de apoios públicos às empresas para efetuar contratos a prazo, ou a falta de medidas de combate à pobreza.

Este é um Orçamento do PS, “um partido que ainda se diz de esquerda, mas que prossegue políticas de direita”,disse António Lima, na declaração de voto após a aprovação do Orçamento, com os votos favoráveis do PS e do CDS, e com a abstenção do PCP.

“Somos e seremos, por isso, a oposição de esquerda nos Açores”, salientou o deputado António Lima.

Para tentar mudar o rumo da política do Governo Regional, o BE apresentou propostas como a redução do IRS, o aumento do salário mínimo regional, o fim dos apoios às empresas que tenham como finalidade estabelecer contratos precários, a criação de uma bolsa de arrendamento público a preços acessíveis constituído inicialmente por 100 casas, a criação de uma rede pública de creches que será gratuita até ao 4º escalão do IRS, o aumento de 15 euros para as pensões mais baixas, e o reforço do investimento no Serviço Regional de Saúde, com mais profissionais que possam reduzir as listas de espera e reduzir as despesas com convenções com o sector privado.

Mas todas estas propostas foram rejeitadas.