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BE denuncia problemas laborais e ambientais provocados por fábrica de conservas

O Bloco de Esquerda denunciou o desrespeito da Cofaco pelos seus trabalhadores e trabalhadoras e acusa a fábrica de atentados ambientais graves que são praticados com o conhecimento das autoridades regionais e locais sem que haja qualquer consequência.

Zuraida Soares acusou o Governo Regional e a autarquia da Ribeira Grande de terem conhecimento, há muitos anos, dos problemas ambientais provocados pela fábrica e de nada fazerem para punir a empresa e impedir que a situação volte a acontecer. “Se fosse um pobre que aqui estivesse, teria certamente que cumprir todas as regras”, disse.

A cadidata do BE referia-se às descargas ilegais de resíduos feitas diretamante para o mar, que acontecem com frequência, e que deixam uma impressionante mancha castanha numa extensa área junto à costa, e também ao cheiro nauseabundo intenso que se sente nas imediações da fábrica, e que os moradores têm que suportar 24 horas por dia.

“É uma pena que as câmaras de televisão ainda não consigam captar o cheiro”, disse Zuraida Soares, referindo-se ao cheiro que se sentia no local.

Numa ação de campanha realizada hoje em Rabo de Peixe, Zuraida Soares denunciou a situação vivida pelos trabalhadores e trabalhadoras da fábrica de conservas da Cofaco – que são maioritariamente mulheres – que “trabalham durante 5, 10 15, 20 anos”, sem que haja qualquer progressão na carreira ou aumento de ordenado: “Recebem sempre o salário mínimo”.

A falta de respeito e consideração por estas trabalhadoras estende-se ao facto de não haver uma creche onde possam deixar as crianças durante as horas de trabalho e à falta de transportes públicos para chegar ao local de trabalho.

Para a candidata do BE, “esta situação é o exemplo de como o Governo Regional, o PS, a Inspeção Regional do Trabalho e a Inspeção Regional do Ambiente, não estão a cumprir as suas funções”.