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BE insiste na plantação de árvores nas principais artérias de Angra do Heroísmo

O Bloco de Esquerda assinalou hoje, de forma simbólica, a entrega do prémio “Árvore sem voz” à autarquia de Angra do Heroísmo, que continua a deixar a cidade praticamente sem espaços verdes e sem árvores, mesmo naquelas que já foram as artérias com maior arvoredo da cidade. O coordenador do BE, Paulo Mendes, reitera a necessidade da elaboração de um plano de arborização para a cidade, que deverá assinalar as zonas da cidade a arborizar, as espécies mais adequadas e as técnicas a serem utilizadas para contenção de raízes.

Enquanto candidato a presidente da autarquia, Álamo Meneses, aceitou publicamente o desafio de elaborar este plano de arborização. No entato, mais de um ano depois de tomar posse do cargo nada foi feito.

Este é o segundo ano consecutivo em que o BE destaca a falta de árvores em Angra com a entrega simbólica deste prémio, dando voz à população, que em 2012, num inquérito organizado pelo BE, apontou o abate indiscriminado de árvores no centro da cidade como a principal “desmaravilha” da ilha Terceira.

A oposição na autarquia, representada pelo PSD e pelo CDS nada reclama. Está mais disponível e interessada em transformar a cidade de Angra do Heroísmo numa garagem e não tem demonstrado sinais de querer uma cidade com um ‘pulmão verde’.

O PSD e o CDS tudo têm feito para continuarmos a ter uma cidade, com o estatuto de Património Mundial, refém do automóvel, em que os transportes públicos, as bicicletas e os peões são marginalizados ou secundarizados.

O PS não acredita na importância de termos uma cidade com árvores, o PSD e o CDS só querem ter árvores no Monte Brasil, ou seja bem longe da cidade. Estes partidos estão mais interessados em tornar a ilha Terceira na capital da queima do lixo dos grupos central e ocidental do que em tornar Angra do Heroísmo numa cidade verdadeiramente verde.