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Candidato do BE a Angra assume luta contra a implementação da incineração na Terceira

 

Paulo Mendes, já apresentado como candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, aponta a gestão de resíduos como um dos grandes desafios da gestão do concelho e defende a realização de um referendo regional, ou local, sobre o projecto de instalação de duas incineradoras nos Açores – da responsabilidade do candidato do PS à autarquia de Angra, enquanto titular da Secretaria Regional do Ambiente – que custará, no mínimo, 26 milhões de euros, e que transformará a Terceira na fábrica de incineração de lixo dos grupos central e ocidental dos Açores.

Como alternativa, o candidato defende a implementação de uma central de tratamento biológico e mecânico, complementado com o tratamento por vermicompostagem. Sistemas já implementados noutros concelhos do País, que mostram bons resultados.

As principais propostas do Bloco de Esquerda para Angra do Heroísmo passam pela execução de uma política de reabilitação urbana que, não só devolva vida e movimento ao concelho e à cidade, como permita a criação de emprego e a dinamização da economia. Ainda neste domínio, o BE defende o agravamento do IMI para os prédios devolutos.

As preocupações sociais também têm um peso fundamental no projecto do BE para Angra do Heroísmo. Paulo Mendes defende o aumento das verbas para acção social – salientando que a autarquia tem atribuído mais financiamento à tauromaquia do que à acção social – e acusa mesmo PS, PSD e CDS de estarem mais empenhados em financiar touradas do que a matar a fome a angrenses que passam dificuldades.

Na conferência de imprensa de apresentação de candidatura, Paulo Mendes voltou a defender a criação de um Fundo de Emergência Social para apoiar famílias afectadas pela crise e pelo desemprego no pagamento de despesas básicas, relacionadas com alimentação, água, luz, medicamentos, e reiterou as críticas pelo facto de a autarquia cobrar rendas sociais – mesmo que em trabalho gratuito – sem sequer se importar com as razões, muitas vezes dramáticas, que levam aos atrasos nos pagamentos.

A prova da visão e do realismo das propostas que o BE tem vindo a apresentar é o facto de a autarquia ter assumido a implementação do Orçamento Participativo – ideia que o BE defendeu há quatro anos. “No entanto”, lamenta Paulo Mendes, “não souberam, ou não quiseram, regulamentar todo o processo  de participação da população, e estão a transformar o Orçamento Participativo numa espécie de “cartas ao Pai Natal”.