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Construção de cais de cruzeiro em Angra pode trazer consequências para galardão da UNESCO

 

O Bloco de Esquerda lança o alerta para as consequências que a construção de um cais e terminal para cruzeiros na baía de Angra do Heroísmo poderá trazer para a classificação de Património Mundial atribuída pela UNESCO: “os impactes ambientais, económico e paisagístico, ou não existem ou estão no segredo dos deuses, sendo duvidoso que ao invés de um bem para a cidade, não se torne um atentado paisagístico que possibilita a retirada do galardão da UNESCO, num processo semelhante ao que se encontra a decorrer no vale do Douro devido à construção de uma barragem da EDP”, disse a deputada do Bloco de Esquerda no parlamento dos Açores.

Zuraida Soares, manifestou o apoio à petição “pela não destruição do Parque Arqueológico Subaquático da Baía de Angra do Heroísmo”, e considerou ser necessário evitar outros “monstros” naquele local, como a marina que foi construída “só porque sim” e que “já se encontrava obsoleta no dia da sua inauguração”, ou a reabilitação dos Jardins dos Corte-Real, que “de jardim têm pouco”, ou como o hotel que ali foi construído há quase um ano e que ainda nem está devidamente licenciado pela autarquia, tem vencimentos em atraso e dívidas a fornecedores. “Quem nos garante que a baía de Angra do Heroísmo não se prepara para receber o segundo Monte Palace?”, disse mesmo a deputada do BE.

O Bloco defende, pelo contrário, que é importante salvaguardar e aproveitar o parque arqueológico subaquático da baía de Angra do Heroísmo, protegendo o que existe e que tem valor patrimonial e histórico, “em detrimento de uma intenção, pouco ou nada fundamentada”, concluiu Zuraida Soares.