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João Stattmiller vai "lutar contra o que for preciso em prol de um renascimento do Faial"

O independente João Stattmiller, cabeça de lista do Bloco de Esquerda pelo círculo do Faial às eleições regionais dos Açores, a 16 de outubro, defendeu hoje ser necessário tirar a ilha do abandono.

“Eu acho que é preciso tirar o Faial do abandono. Durante muitos anos, devido às más políticas do PS, tem sido votado a um esquecimento que é inaceitável”, disse à agência Lusa João Stattmiller, sociólogo de 43 anos.

A residir no Faial há quatro anos, onde passou a infância e parte da adolescência, o candidato adiantou que “o abandono tem a ver com investimentos públicos estruturantes para a ilha, com a criação de melhores condições de vida e perspetivas para fixação de pessoas, sobretudo jovens”, que não são concretizados.

João Stattmiller, que nas últimas autárquicas liderou uma lista de independentes apoiada pelo BE à Câmara da Horta, único concelho da ilha, afirmou que participa na política “enquanto ato de cidadania e para tentar promover também algumas mudanças”.

“Identifico-me com alguns dos valores do Bloco, que tem pessoas que considero de bem nas direções regional e nacional, particularmente jovens e mulheres, dois grupos a que é preciso dar voz e visibilidade na política portuguesa”, referiu o candidato.

Se for eleito deputado para a Assembleia Legislativa Regional, João Stattmiller promete “lutar contra o que for preciso em prol de um renascimento do Faial”.

“A Horta é considerada a cidade-mar, mesmo pelo Governo Regional. É estranho que, sendo a cidade-mar, nem nessa área se tenham feito os investimentos necessários e adequados para promover o desenvolvimento da ilha nessa faceta que é também o desenvolvimento dos Açores”, observou.

O cabeça de lista declarou não estar “numa perspetiva bairrista”, mas antes a defender o “desenvolvimento integrado das ilhas”, que passa por “investir mais naquelas que têm sido votadas ao abandono”, sobretudo as do Triângulo (Faial, Pico e São Jorge).

“A minha candidatura acaba por ser também um ato de revolta contra o medo e o caciquismo que se instalaram”, acrescentou João Stattmiller.

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Notícia Agência LUSA