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Mais investimento na investigação para preservar potencial económico do mar dos Açores

Enquanto Portugal e os Açores demoram a investir em meios técnicos e humanos para investigação científica, há muita investigação a ser feita no mar dos Açores ao serviço de outros interesses: “basta ver os milhares de cruzeiros de investigação científica que vieram ao nosso mar” nos últimos anos. O alerta é de António Lima, candidato do BE à Assembleia da República, que insiste na importância da criação de um grande Centro de Investigação do Mar nos Açores, com carácter de laboratório de Estado.

Só com investimento público forte por parte do País e da Região será possível garantir o conhecimento científico que permita preservar a biodiversidade do nosso mar, que tem um enorme potencial económico.

“Muito se fala do potencial do mar dos Açores, mas o que é facto é que o investimento tem ficado para trás e não tem sido concretizado”, disse hoje António Lima, numa ação de campanha em que recordou uma promessa de António Costa: “Em 2016, António Costa veio aos Açores prometer a constituição do Observatório do Atlântico, mas a verdade é que se passaram quatro anos e não aconteceu nada”.

O grupo de trabalho criado para a constituição do Observatório do Atlântico – de que faz parte também o Governo Regional – nunca produziu qualquer relatório sobre a sua atividade, não se sabe que papel terá na investigação científica e por enquanto sabe-se que será apenas mais uma associação privada sem fins lucrativos.

Numa visita ao navio de investigação “Arquipélago”, hoje de manhã, acompanhada pelo diretor do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, António Lima salientou a necessidade de se investir num novo navio de investigação, que responda à exigência do trabalho desenvolvido pelos investigadores.

António Lima elogiou o excelente trabalho de investigação que tem sido desenvolvido ao longo de décadas pelas instituições científica da Região – como o IMAR e o DOP – e entende que estas instituições devem participar na constituição do Centro de Investigação das Ciências do Mar.

“Este tem que ser um projeto nacional, que permita que todas as instituições possam fazer melhor o seu trabalho. O objetivo não é dividir, mas sim unir esforços em torno de um potencial que é enorme, para haver uma instituição forte, com capacidade de financiamento e com capacidade de dar boas condições de trabalho aos investigadores”, explica António Lima