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Mário Moniz critica atraso de décadas no saneamento básico da Horta

“O concelho da Horta, em matéria de saneamento básico, tem um atraso de décadas”, assinalou o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal da Horta, Mário Moniz, que atribui a culpa deste atraso às diversas gestões camarárias das última décadas, que “não tiveram a audácia de concretizar este projeto”.

Mário Moniz considerou inaceitável que não exista uma Estação de Tratamento de Águas Resíduais (ETAR) no Faial, fazendo com que as águas sujas vão para o mar e para os lençóis de água sem qualquer tratamento.

A Horta está “na cauda dos concelhos do país em termos de salubridade, devido à ausência do saneamento básico”, uma situação que é preciso inverter, por iniciativa da autarquia.

O candidato lamenta, no entanto, os custos acrescidos que este atraso irá acarretar, uma vez que “a época em que era possível aceder a financiamento europeu já passou há mais de uma década”. “Vai sair muito caro dotar a cidade e o concelho de saneamento básico”, disse.

Mário Moniz, que falava aos jornalistas durante um encontro com moradores do Bairro Nova Artista Flamenguense, onde um problema com um coletor de águas resíduais está a provocar inundações nas casas, criticou a posição da câmara municipal perante o problema destas pessoas.

Neste momento, ou as pessoas continuam a ter a água dos esgotos a inundar as suas casas, ou cada morador constrói a sua fossa séptica, e para isso a autarquia dá um apoio de apenas 700 euros para custos que são superiores a 1200 euros.

“Estão a fazer as pessoas pagar por aquilo que é uma responsabilidade da câmara municipal”, assinalou Mário Moniz, lembrando que “a responsabilidade do saneamento é das autarquias”.