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Política de privatizações incentivada pela União Europeia prejudica os Açores

A candidata dos Açores na lista do Bloco de Esquerda às eleições Europeias critica as políticas de incentivo às privatizações de infraestruturas estratégicas que está a ser seguida pela União Europeia, e deixa também críticas ao Governo Regional por estar a seguir esta linha no que diz respeito aos portos da Região, ao prever a sua concessão a privados por períodos de 75 anos.

“Só se privatiza aquilo que dá lucro”, portanto, com a concessão dos portos a privados a Região vai ficar a perder, disse Alexandra Manes, em declarações à comunicação social após uma reunião com a direção do Clube Naval da Horta.

A candidata considera que esta política neoliberal de privatizar infraestruturas e serviços públicos essenciais é uma “grande irresponsabilidade”. O Bloco quer ter mais força no Parlamento Europeu para combater este tipo de políticas que prejudicam as pessoas, e beneficiam os grandes grupos económicos.

Salientando a importância económica e social que os portos assumem numa região arquipelágica e ultraperiférica, como os Açores, Alexandra Manes lamentou a forma desastrosa como o Governo Regional está a conduzir o processo das obras no porto da Horta, que é financiada por fundos comunitários.

O projeto inicial não foi cumprido e acabou por ser alterado “por razões puramente economicistas”, acabando a obra por ser mal executada. “Para remediar o problema, têm sido apresentados projetos atrás de projetos, os quais têm sido amplamente contestados  por quem utiliza o porto”, disse a candidata.

O BE considera que é fundamental ouvir as entidades que têm conhecimento profundo sobre o porto da Horta – entres as quais se inclui o Clube Naval da Horta – e defende que antes de se avançar para a concretização de quaisquer obras, devem ser realizados ensaios em laboratório em modelo reduzido, e não apenas modelos matemáticos, para evitar a repetição de erros do passado.