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"Prioridade às energias renováveis e zero investimento público em combustíveis fósseis"

Fotografia de Paula Nunes

“De cada vez que nos vierem falar de fundos estruturais e de fundos de coesão não aceitem o discurso da esmola”, disse Marisa, citando Alexandra Manes, candidata do Bloco às europeias, cuja intervenção abriu este almoço-comício. “Não é nenhuma uma esmola, é uma compensação”, acrescentou Marisa, explicando que esta compensação existe porque há “vários países da União Europeia a ganharem muito com esta integração e há países e regiões que perdem muito com esta integração” e que ainda assim “está longe de ser justa”, nomeadamente para regiões ultra-periféricas como os Açores, que disse valorizar muito.

Criticando quem, em campanha, diz que se defendeu tudo o que se podia defender, Marisa disse conhecer bem a forma como votaram PS, PSD e CDS em relação a muitas medidas que atacaram diretamente os Açores, citando, como exemplo, a sua proposta para a criação do Centro de Investigação Europeu nos Açores, para lidar com as questões marinhas, e que obteve votos contra dos socialistas e direita portuguesa. “Uma proposta que poderia, e bem, dinamizar esta região”, reiterou.

Marisa defendeu ainda que, no combate às alterações climáticas, “precisamos de autonomia e independência energética”, de um modelo de transição energética amigo do ambiente e que permita reduzir a pobreza energética. A este propósito, citou três propostas concretas: zero investimento público para combustíveis fósseis, total prioridade às energias renováveis e ao investimento que realmente combata as alterações climáticas, e isentar do cálculo do défice as comparticipações nacionais que se dirigem ao combate as alterações climáticas. "Enquanto isso não acontecer, não teremos o investimento público suficiente nestas medidas e não poderemos criar todos os empregos que são necessários criar", frisou.

Alexandra Manes, disse que "votar no PS, PSD e CDS é eleger quem permitiu o fim das quotas leiteiras e a abertura do mar dos Açores às frotas internacionais", e defendeu o voto no Bloco para que sejam "afrontados os grandes interesses” em Bruxelas.

 

// Notícia de Esquerda.net e LUSA