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O Bloco insistiu, persistiu e conseguiu

Ao longo dos últimos anos, em sede de Plano e Orçamento, o BE tem apresentado a proposta para o fim das taxas moderadoras. E como é hábito, a maioria do PS – força que sustenta o Governo Regional -  sempre a rejeitou.

Depois de muita insistência, no passado mês de dezembro, a proposta de alteração ao Decreto Legislativo Regional para acabar com o pagamento das taxas moderadoras vingou e o BE conseguiu finalmente acabar com esta injustiça nos cuidados primários de saúde, por unanimidade.

A proposta inicial do BE era até mais abrangente – porque incluía também todas as situações de acesso aos centros de saúde – mas uma alteração introduzida pela maioria do PS acabou por manter as taxas moderadoras nas urgências dos centros de saúde, mesmo nas ilhas sem hospital.

Este artigo não tem a intenção de se provar “quem é o pai da criança”, mas sim de expor a linha política do PS. Nem na República, nem nos Açores, os grupo parlamentares do PS tomaram a iniciativa de acabar com as taxas moderadoras.

No entanto, qual não é o meu espanto quando me deparo com um comunicado do PS, dando conhecimento da entrada em vigor do fim das taxas moderadoras,  no qual fica a ideia de que esta medida foi implementada por “obra e graça”  do PS...

Caros leitores e caras leitoras... se a saúde fosse uma prioridade deste governo e se houvesse uma preocupação com as pessoas, há muito que o PS poderia ter colocado um ponto final nas taxas moderadoras.

Ainda bem que o BE tem gente de verdade e que faz a diferença!