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O dia da mudança

Aproxima-se o dia das eleições legislativas regionais. Aquele que poderá determinar a mudança ou o que poderá dar continuidade às más políticas, das quais fomos vitimas. Uns mais do que outros, claro. E outros ainda beneficiados, claro está. Nunca esquecendo que por cada beneficiado há sempre um grupo de pessoas prejudicado.

É isto. O dia aproxima-se. As inaugurações quase esgotaram os stocks de fita e os lançamentos de 1ªs pedras quase que originaram derrocadas...

Para os passageiros comuns, que pretendiam voos inter ilhas ou de ligação, foi complicado competir com tanta ida e vinda. Uns para inaugurarem e prometerem e outros para criticarem aquilo a que fomos levados quando os seus partidos coligados originaram.

Foram 2 meses intensos para os ditos partidos grandes. Um inaugurou e os outros atacaram da forma temida, como  só o poderiam fazer, afinal haviam sido cúmplices de 4 anos de austeridade para classe média e pobres, conseguindo mesmo colocar pobres contra desgraçados.

Temos assistido a um sem número de promessas que, de 4 em 4 anos, variam entre as juras e o prestar de contas e de promessas para ataques... é assim entre eles.

Assistimos o reavivar de bairrismo entre as ilhas onde  nem são apresentadas propostas em concreto. Atiram-se números para o ar, slogans e chavões que soam bem e que repetidos quase se tornam verdades.

Percebemos que muita gente não sabe o que é um paraíso fiscal e que outros há que devido ao seu esvaziamento de conteúdo decidem apelar ao não voto em determinado partido, manipulando a opinião pública, usando daquilo que denomina de tradição para chantagear emocionalmente as pessoas. Ora, quando se chega a isto é a prova de que é um voto desperdiçado. É um voto para o oco da política.

Aceitei o desafio de ser candidata pela ilha das Flores por acreditar num projecto para o qual eu contribuí, junto com pessoas que  se deparam com os problemas identificados. Não enchemos um programa eleitoral de letras e números, mas sim de propostas objectivas e, acima de tudo, exequíveis.

Sabemos o que querem, do que necessitam e do que poderá ser a diferença nas Flores e a forma como esta ilha poderá contribuir para os Açores.

Poderíamos ter prometido a lua, mas, como honestos e realistas que somos, preferimos assumir o compromisso de trabalhar, de produzir, de estarmos pelo colectivo.

Dia 16 contribua para a diferença que todos e todas nós queremos e necessitamos.

Dia 16 vota Bloco de Esquerda.