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A rota das fortificações

O forte de Santo António, no Porto Judeu, à semelhança do forte dos Coelhos, na mesma freguesia, e outras fortificações espalhadas pela ilha, é uma das 161 infraestruturas militares com valor histórico existentes nos Açores, 78 das quais na Terceira, e que se encontram, na maioria dos casos, em avançado estado de degradação.

Estas fortificações encerram um potencial significativo e são importantes como estímulos pedagógicos para conhecermos a História da ilha nas suas mais diversas dimensões: social, económica, geográfica e, obviamente, militar.

Se ainda não se procedeu à inventariação destas infraestruturas militares com valor histórico, então que se faça. Este património, depois de inventariado, pode ser classificado para possibilitar o financiamento comunitário necessário à sua reconstrução e requalificação.

Imaginem a riqueza deste património, devidamente requalificado, se viesse a ser organizado e exposto sobre a forma de uma rota das fortificações. Não é uma ideia inédita, nem original do BE, mas reconhecemo-la como uma mais valia para o turismo da ilha.

Uma rota que teria o seu início no Castelinho, de seguida rumar-se-ia pelo sul da ilha através da costa leste dando-se a volta à ilha e terminando no castelo de São João Baptista.

Seria como um museu a céu aberto onde as pessoas poderiam, mais facilmente, reviver a História da ilha.

Na costa sul, mais precisamente na Salga, poder-se-ia valorizar a Batalha da Salga através da criação de um Centro Interpretativo, tal como se fez em Aljubarrota. Mais uma vez, não se trata de uma ideia original do BE, mas que consideramos que deve ser aproveitada.

Estes projetos são exemplos que demonstram a riqueza histórica e patrimonial de todo o concelho e de toda a ilha. Uma riqueza que não começa e acaba no centro histórico de Angra do Heroísmo, e que está à espera de ser (re)descoberta e da vontade política para a valorizar.