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Sublinhar Ponta Delgada

Ser juíza em causa própria é correr o risco de desembocar numa insuportável ladainha de auto elogios. Tentarei não o fazer, deixando aos/às leitores/as a liberdade de avaliar as convicções que, aqui e agora, defendo.

Indo directa ao assunto, permitam-me que saúde, vivamente, a candidatura autárquica “Sublinhar Ponta Delgada”, encabeçada pelo arquitecto Jorge Kol de Carvalho e Vera Pires, respectivamente à Câmara e à Assembleia Municipal!

Num contexto de candidaturas à autarquia de Ponta Delgada, publicamente assumidas, que se tem caracterizado pelo “Nim…Nim…Nim…”, ou pelo “Nham…Nham…Nham…”, ou pelo surpreendente “Farei, desta vez, o que sempre me recusei a fazer”, ou ainda pelo escandaloso “Bom dia, eu sou o secretário e boa tarde, eu sou o candidato”, consola saber que Kol de Carvalho se coloca à disposição dos/as munícipes para “satisfazer os direitos das pessoas, dos indicadores de igualdade e coesão social, da sustentabilidade ambiental e da participação cidadã, nas decisões e na vida da comunidade, que se espelha no seu espaço público”.

E que Vera Pires garanta que está pronta para continuar o trabalho que tem desenvolvido “apontando e discutindo problemas, pensando e apresentando propostas para melhorar a cidade e o concelho, para melhorar a vida de quem aqui reside, aqui trabalha ou estuda”.

E, também, que Bruno da Ponte – mandatário da candidatura “Sublinhar Ponta Delgada” – afirme, preto no branco que “não há alternativa: só esta candidatura está em condições de corrigir, com o apoio democrático dos/as munícipes, o lamentável caminho que tem sido seguido, no que respeita ao urbanismo, ao ambiente e às questões sociais”.

Sim, consola e abre uma janela de esperança de que algum dia – quiçá, a partir de Outubro próximo -, se possa começar a contribuir para um novo ciclo político autárquico que reflicta as cidades, vilas e freguesias, pela função social e ecológica que desempenham, pela capacidade de garantir direitos básicos a todos/as, promover a inclusão, a participação cidadã e a democracia.

Esperança e expectativa renovada, ao saber que Kol de Carvalho assume o compromisso premente de “rever o Plano Director Municipal, convenientemente articulado com um Plano de Pormenor de Salvaguarda do Centro Histórico (como forma de anular futuras acções urbanísticas idênticas às que adulteraram e adulteram, todos os dias, a Cidade e descaracterizam a sua zona histórica), com ambos os documentos assistidos por um licenciamento de rigor em tempo oportuno, credibilizando politicamente a imprescindível componente técnica, para uma gestão urbanística de rigor”.

Esperança e indisfarçável entusiasmo, quando sabemos que um dos objectivos desta candidatura é “valorizar o passado por um futuro com história, onde cabe a preservação das lojas históricas, com a cidadania sempre presente, no quadro dos direitos dos/as cidadãos/ãs, no Orçamento Participativo, nas Petições ou nos Referendos”. Ou que “o respeito e o cumprimento dos planos de gestão e de controlo ambiental, ou a recolha e o tratamento de resíduos sólidos urbanos serão respeitados ou reequacionados, a caminho das metas de sustentabilidade ambiental, aviltadas pelo programa da incineração”. Ou ainda que urge “garantir a preservação e o acesso livre e universal ao espaço público, tantas vezes cobiçado e apropriado por interesses particulares ou de outro vulto, como o Aquário no saco da doca”.

É com a máxima clareza, coragem, responsabilidade e competência que queremos “Sublinhar Ponta Delgada”!