Opinião

A crise dos combustíveis nos Açores expôs, mais uma vez, a incapacidade do Governo Regional para responder à urgência da situação.

Adere ao Bloco

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A Autonomia tem de servir para “garantir uma vida melhor” aos açorianos e açorianas, afirmou hoje António Lima, nas comemorações do Dia da Região, em Ponta Delgada. O líder parlamentar do Bloco Açores salientou que a Autonomia “não pode ser só memória”, “tem de ser resposta, presente e futuro”.

O parlamento aprovou hoje uma proposta do Bloco que aponta para uma redução significativa do preço dos combustíveis através da redução de impostos (ISP) no imediato, mas também um conjunto de medidas para acelerar a transição energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis na Região.

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O Bloco considera que as alterações que o Governo da República quer introduzir no Código do Trabalho terão consequências negativas para os trabalhadores nos Açores e desafiou o presidente do Governo Regional a revelar se está ao lado de Luís Montenegro no ataque aos trabalhadores, ou se está do lado da defesa dos direitos de quem trabalha. José Manuel Bolieiro ficou em silêncio.

O Bloco lamenta que o Serviço Regional de Saúde seja hoje “o campo de batalha entre o CDS e PSD”, que estão já “a pensar em eleições em vez de pensar na vida das pessoas”.

O Bloco acusa o Governo de abandonar os pescadores numa altura em que enfrentam grandes dificuldades, com os custos da atividade da pesca a aumentar e a incerteza sobre as compensações pela diminuição dos rendimentos que podem ser provocados pela implementação da Rede Áreas Marinhas Protegidas (RAMPA).

O Bloco critica a inação do governo regional perante o enorme aumento do preço dos combustíveis. Num debate agendado pelo partido, António Lima avançou com um conjunto de medidas para atenuar os impactos do aumento do custo de vida no imediato e para preparar o futuro com uma maior aposta na transição energética.

O Bloco de Esquerda/Açores considera extremamente grave a informação de que, durante pelo menos sete dias, nenhuma aeronave civil poderá abastecer combustível na aerogare civil da Base das Lajes, devido à contaminação de um dos tanques de armazenamento. A situação, já confirmada por vários órgãos de comunicação social, levanta preocupações sérias sobre a segurança operacional, a gestão da infraestrutura e o impacto no transporte aéreo de passageiros e mercadorias.

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