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Intervenções:

Opinião:

  • Até que ponto é que o ativismo não devia ser profissionalizado? Assalariado? O princípio de se pagar a alguém para fazer algo é formar um compromisso com um trabalho e eliminar agendas que possam miná-lo.

  • Preocupa-me que este efeito se aplique especialmente pela negativa, levando a que se deturpe as ações de partidos e políticos, e incentive a conversa de café do bota-abaixo. Estas profecias minam a nossa democracia com base na abstenção.

  • Aquilo que o contingente garante é que em cada curso pode haver, pelo menos, um açoriano. Isto é importante, porque permite à região formar alguém numa área que não possui, sendo uma mais-valia para o desenvolvimento do arquipélago.

  • Com o anúncio de algumas alterações ao acesso ao ensino superior, tem-se em mira diminuir a percentagem de vagas do contingente açoriano, passando de 3,5% para 2%. Fará isto sentido?

  • Não perceber algo nos constrange e odiamos ser confrontados com os nossos limites. Quando adicionamos o nosso sentido de superioridade latente, temos uma teoria para a origem das nossas aversões. Assim se pode explicar como alguém discriminado, pode ser também discriminador, bem como o alento populista das teorias da conspiração. Paciência e persistência são as chaves.

  • Que se assumam os interesses em cima da mesa e se valorize a reflexão: eu apoio a ciência como um setor estratégico público, e vocês?

  • Não é possível compreendermos uma realidade à luz de uma única área do saber. É importantíssimo investir na investigação de especialidade, tal como em projetivos cooperativos de vários campos. É aí que vai residir o nosso futuro.

  • Deve haver pelo menos uma valência que permita exposições, cinema, teatro, concertos com qualidade em cada ilha, incentivando dinâmicas locais. Ter sempre em atenção que as mentalidades não mudam da noite para o dia.

  • Temos vindo a assistir à utilização do vocábulo “colaborador” em vez de “trabalhador”. Esta mudança, aparentemente inofensiva, prejudica o trabalhador porque lhe retira a noção mais básica daquilo que um trabalhador faz: o trabalho.

  • Vivemos num mundo que pega nas pessoas e os mergulha em trabalho. Mergulha em publicidade. Mergulha em valores autodestrutivos, como a competitividade. O nosso sistema tem como propósito produzir riqueza para a acumular e não para distribuir.