A greve conseguiu algo verdadeiramente extraordinário: quebrar o monopólio de temas da extrema-direita omnipresentes na esfera pública, como é o caso da imigração.
As greves são sempre mais que uma greve, são o reconhecimento de quem faz o país avançar. São a exigência de se valorizar quem trabalha, com condições de trabalho dignas e justas. Este pacote laboral estás nos seus antípodas: facilita despedimentos, incentivo a precariedade, ataca a parentalidade, retira rendimentos e mina o próprio direito à greve.
Não nos podemos esquecer que a democracia só o é se houver processo democrático e este faz-se com a abertura e justiça para a participação, mas também, claro!, com a participação.
Neste momento torna-se me claro: a questão subjacente é uma e só uma: como garantir o acesso democrático à informação? Democrático não apenas no sentido de disponibilizar conteúdos, mas de assegurar condições equitativas para compreender, contextualizar e usar esses conteúdos de forma consciente.
Precisamos de uma comunidade que erradique a dor sem sentido, a da injustiça, e que permita sarar as outras. Essa é a nossa utopia concretizável, o nosso horizonte de esperança.