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Intervenções:

Opinião:

  • Julgo que muitas vezes nos esquecemos de algo: jovens são tela em branco e não nos apercebemos das nossas incoerências, mas que vida faz sentido sem pontes entre eles?

  • Nós não começámos o fogo, mas temos a responsabilidade de o controlar e extinguir, sob pena de sermos queimados.

  • Pior do que isto é ver que alternativas sem seriedade, vazias, sem trabalho, simplesmente à base do ódio (às pessoas e ao mundo), conseguem mobilizar mais.

  • Posto tudo isto, a abstenção diminuiu, mas continua a ser, sensivelmente, de 50%. Não há como camuflar a descrença das pessoas na política. Enquanto candidato, foi o que mais senti nas ruas. Uma em cada duas pessoas achou que o seu voto era desnecessário.

  • O passado é um espelho do futuro e o trabalho do historiador é, também, fazer alertas à navegação. Claro que o modelo linear não exclui esta importância do historiador, mas tenta trazer algum otimismo, olhando para o futuro como uma tela em branco, cujo passado é mero conselheiro.

  • É necessário ousar mudar, ter a coragem de dar a voz a uma alternativa que possa, de facto, apresentar uma nova perspetiva, com novo fulgor. Em Santa Maria, a isso me proponho.

  • É à política que cabe o estabelecimento de um percurso, mas nunca se pode descurar a informação e o conhecimento.

  • A nossa vida é, então, marcada pela busca da supressão de necessidades e é nisso que a política se deve enquadrar, sempre num ponto de vista consequente e integrado.

  • Cada proposta que vemos em cima da mesa tem várias consequências a vários níveis. O que quero transmitir é que o quer que façamos ou decidimos consequenta mais que o seu objeto. Pensemos integradamente.

  • Penso ser esta uma das razões para vermos poucos filósofos e formados em Filosofia como políticos - discutem-na academicamente e mediaticamente, mas sem tomar uma participação no real processo de decisão. Como facilmente duvidam e notam esta coreografia de aparências, quase como se perde a esperança numa real consequência.