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Chumbo de alterações ao Código de Trabalho foi inadmissível

 

Importará saber onde param os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras açoriana(o)s, independentemente das “vozes dos arautos da desgraça”, sempre disponíveis para serem subservientes, mas que, simultaneamente, aproveitam qualquer eventual conquista resultante da luta pelos direitos laborais, chegando a desconsiderar o esforço de quem tem uma postura reivindicatória e que não se conforma ou acomoda.

Se nada se alterou, no quadro do Código do Trabalho, em relação aos trabalhadores e trabalhadoras açoriana(o)s, deve-se à traição do partido que suporta este Governo Regional. Apesar da possibilidade que tiveram para não aplicar na Região, um Código que, recentemente, condenaram.

É motivo para questionar sobre o que de tão “secreto” sucede para que, ao fim da insistente explicação para a não aplicação do novo Código do Trabalho aos Açoriano e Açorianas, este partido socialista optou por votar contra, assim como o PSD, CDS/PP e PCP.

As razões estão sobejamente fundamentadas e expressas. Se alguém não percebeu, lamentamos, mas trata-se de um problema grave de compreensão ou, mais grave ainda, de pactuar com procedimentos inaceitáveis, discriminatórios e de espoliação de quem depende do rendimento do trabalho.

O chavão da “crise” já está entendido no seu alcance e nos seus verdadeiros resultados. O caminho do Código do Trabalho também é conhecido. Então, há que questionar o porquê da existência da AUTONOMIA e do ESTATUTO POLITICO-ADMINISTRATIVO REGIONAL.

Bem, e foi assim que os Açorianos e Açorianas viram e ouviram, no último plenário desta legislatura, o seu direito ao trabalho e rendimento deitado fora, pelo PS, PSD, CDS/PP e por quem preferiu ausentar-se do hemiciclo na altura da votação.