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Dados do Plano Estratégico da SATA apontam para redução de pelo menos 350 trabalhadores

Os dados apresentados no Plano Estratégico para a SATA apontam para a redução de 350 trabalhadores na empresa e deixam claro que, ainda este ano, a companhia deixará de efectuar o transporte de carga e correio, uma situação que o Bloco de Esquerda não aceita.

“De acordo com o Plano Estratégico estão em causa 199 trabalhadores com contrato a termo e 53 entre os assistentes e comissários de bordo e pessoal navegante tripulante, e se considerarmos que estão previstas reduções nos custos fixos de 15% na futura Azores Airlines, 10% na SATA Air Açores e 10% na SATA Serviços Partilhados, estamos a falar de um redução, no mínimo, de 350 trabalhadores”, disse a deputada Zuraida Soares.

Sendo a redução de pessoal apontada como um dos pilares para garantir a sustentabilidade da empresa, o BE não acredita que estejam em causa apenas 50 trabalhadores – como referiu esta semana o secretário regional do Turismo e Transportes – numa empresa que tem cerca de 1800 trabalhadores.

Mas o ataque aos trabalhadores da SATA não se faz só pelos despedimentos, já que a primeira medida do plano é a suspensão do Acordo de Empresa, que vai certamente diminuir os direitos dos trabalhadores.

Tendo em conta que o documento em análise hoje no parlamento refere o “termino de correio e carga em 2015”, a deputada do BE perguntou se “será esta a primeira área da privatização anunciada”.

“É recorrente em todo o documento que o caminho para a privatização é a orientação de fundo: um dos objectivos para 2016 é a reorganização da estrutura societária e um dos objectivos para 2017 é a diversificação de capital”, lamentou Zuraida Soares, lembrando que “este léxico é precisamente igual ao utilizado pelo governo de Guterres, que foi aquele que mais privatizou, antes de Passos Coelho”.