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Faltam contraceptivos e consultas de acompanhamento aos jovens nos Centros de Saúde

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda na Assembleia Legislativa dos Açores denuncia, em requerimento dirigido ao Governo Regional, a recente ruptura de stock de preservativos e outros contraceptivos em centros de saúde da Região e a inexistência de consultas de planeamento familiar dirigidas especificamente a adolescentes em todas as ilhas, exceptuando a Terceira.

“Há pouco mais de três meses, os centros de saúde de Angra do Heroísmo e Nordeste não dispunham de preservativos. Aliás, a situação vivida no centro de saúde de Angra do Heroísmo era grave, pois não dispunha nem de preservativos, nem de grande parte das pílulas contraceptivas”, referem os deputados do BE, pedindo explicações para este facto.

As perguntas escritas entregues hoje na ALRAA têm o objectivo de perceber se, a partir do diagnóstico traçado pelo estudo “Gravidez e maternidade na adolescência nos Açores”, encomendado pela Região, foram cumpridas as diversas recomendações de intervenção para atenuação deste problema.

Assim, os deputados do Bloco de Esquerda/Açores querem saber que avaliação tem sido feita da aplicação de projectos de educação para a sexualidade nas escolas da Região, e como está a ser articulado o trabalho de intervenção aos vários níveis de prevenção da gravidez e maternidade na adolescência entre as secretarias regionais da Saúde, da Educação e Formação, e do Trabalho e Solidariedade Social.

O requerimento pretende também que se esclareça se a Secretaria Regional da Educação e Formação tenciona vir a desenvolver programas de educação parental destinados aos progenitores, com o objectivo de desenvolver competências de comunicação pais/filhos, competências de supervisão parental e acompanhamento do percurso dos filhos, e que condições estão, ou serão, criadas nas escolas que permitam a conjugação do percurso académico com as exigências do papel materno e paterno.

Considerando que o cancro da mama e colo do útero são as duas maiores causas de morte entre mulheres jovens (idades compreendidas entre os 15 e os 45 anos), na Europa, o Bloco quer saber, ainda, como têm sido promovidos, junto à população jovem, os rastreios a estas doenças.