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Ordenamento do Território deve estar ao serviço da população e dos interesses mobiliários

 

Os candidatos do BE/Açores pelo círculo eleitoral da ilha Terceira reuniram com a Junta de Freguesia do Porto Judeu com o objetivo de conhecer as principais dificuldades da freguesia, assim como o seu potencial de desenvolvimento.

O Porto Judeu, enquanto freguesia virada para a atividade agrícola e serviços, não deixa de ter no mar um potencial recurso para o seu desenvolvimento, não só através da atividade piscatória, mas também através do turismo.

Apesar dos condicionalismos históricos do ordenamento do território do Porto Judeu, é fundamental que os atuais instrumentos de ordenamento do território venham a ser perspetivados como meios de planeamento do desenvolvimento ao serviço da população e não ao serviço de interesses imobiliários. Neste contexto , o património histórico do Porto Judeu deve ser valorizado e ser parte integrante da vivência da população, relembrando o importante papel  na história do povoamento da ilha.

A mobilidade é, no entender dos candidatos do Bloco de Esquerda, um dos maiores desafios para o seu desenvolvimento. No Porto Judeu, à semelhança de outras freguesias da ilha Terceira,  o  preço dos bilhetes continua a ser demasiado oneroso para as necessidades da população e  a restrição imposta pelos horários limitam a sua utilização. Se é verdade que a criação do passe social contribuiu para a redução do preço dos transportes públicos coletivos também é verdade que as restrições impostas pela pouca frequência das carreiras, e a limitação dos horários a horas de maior procura bem como  a imposição de trajetos específicos por passe social, impede que muitos utilizem os transportes coletivos.

Mais uma vez, os candidatos do BE/Açores pelo círculo eleitoral da ilha Terceira constatam o importante papel das juntas de freguesia junto das populações, apoiando aqueles que mais precisam, num cenário de  aumento do desemprego e da pobreza. Não pode deixar de reafirmar o seu repúdio pela anunciada reforma autárquica que visa eliminar juntas de freguesia, contra o desejo das populações.