Bloco apresentou soluções para aumentar afluência de clientes no Mercado da Graça e compensar comerciantes

Para fazer face às dificuldades acrescidas a que os comerciantes do Mercado da Graça estarão sujeitos pelo adiamento da conclusão das obras de requalificação, o Bloco de Esquerda propôs hoje na Assembleia Municipal de Ponta Delgada a criação de mais lugares de estacionamento exclusivos para clientes do mercado e a criação de uma compensação aos comerciantes pelas quebras de rendimento provocadas prolongado período das obras de requalificação. A proposta, que recomendava também a realização de uma auditoria externa ao projeto e à execução das obras para apurar responsabilidades políticas foi rejeitada.

A deputada municipal do Bloco de Esquerda, Susana Medeiros explicou cada uma das recomendações propostas.

No caso das soluções para aumentar a afluência de clientes através de maior facilidade de estacionamento, a deputada municipal do Bloco referiu que poderia ser criado um mecanismo que permite a validação do talão de estacionamento através do talão de compras no mercado – que indica a hora a que a mesma foi efetuada – permitindo a rotatividade de estacionamento e prevenindo eventuais abusos de estacionamento prolongado.

Susana Medeiros defendeu a criação de uma compensação aos comerciantes mediante o levantamento das quebras de rendimento – comprovável através da análise financeira ao negócio de cada comerciante – e lembrou que a isenção das taxas implementada pela autarquia não é uma medida nova para compensar os prejuízos adicionais provocados por esta adiamento inesperado das obras, até porque começou em dezembro, e não em julho quando se soube que a obra teria de ser prolongada por quase mais um ano.

Além disso, esta isenção “não compensa a perda de rendimentos”, apontou Susana Medeiros, que defendeu a aplicação de medidas específicas para fazer face a esta situação.

Susana Medeiros salientou ainda que a realização de uma auditoria externa a este processo seria complementar às ações já tomadas pelo presidente da autarquia, e que seria a forma de apurar responsabilidades políticas e económicas, uma tarefa que não compete ao Ministério Público, para onde a autarquia encaminhou este processo.

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