Catarina Martins critica construção de incineradora megalómana que vai trazer problemas ambientais e financeiros

Catarina Martins considera que a incineradora que está projetada para ser construída em São Miguel é megalómana e alerta que esta opção pode tornar-se, no futuro, num problema, não só ambiental, como também financeiro.

A coordenadora nacional do Bloco visitou esta manhã o Ecoparque da Ilha de São Miguel acompanhada por António Lima, líder regional do partido, e pelas candidatas e pelo candidato às autarquias de Ponta Delgada, Ribeira Grande e Lagoa.

Catarina Martins salientou o papel central que o Bloco de Esquerda tem tido, ao longo dos últimos dez anos, na luta contra a construção desta central de incineração, e considera que “é possível fazer diferente”, e que diz que “a voz do Bloco de Esquerda nas autarquias será uma voz que pense o ambiente, sem deixar de pensar na justiça social, porque esta é a forma de construir o futuro”.

E esta foi também a ideia deixada por Jessica Pacheco, candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal da Ribeira Grande: “é preciso passar das palavras às ações” para implementar uma economia circular.

Mas a candidata, que é também ativista pelo ambiente, alerta que “construir uma incineradora em São Miguel é boicotar todas as hipóteses de evoluir para uma economia circular”.

Vera Pires, candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Ponta Delgada, e que ao longo dos últimos anos, na Assembleia Municipal do concelho, tem sido a única voz contra a construção da incineradora, diz que este é um projeto “sobredimensionado, caro e teimoso”, que “dará jeito a alguns, mas não é o que interessa à população nem ao ambiente”.

A candidata considera que a aposta tem que ser na redução da produção de resíduos e no aumento da reciclagem e que “se isto for feito, não será necessária uma incineradora como a que está projetada para tratar da fração do lixo que não é reciclável”.

Por isso, propõe que, em vez de ser construída uma incineradora que só vai trazer problemas, deve ser feito um estudo que procure a alternativa mais sustentável para tratar a pequena parte dos resíduos que não podem ser reciclados.

Na visita esteve também Mário Rui Pacheco, o candidato do Bloco de Esquerda à autarquia da Lagoa, que diz que as autarquias podem fazer muito mais do que fazem atualmente na gestão de resíduos e considera que a solução passa pelo aumento do investimento no processo de recolha de resíduos.

É preciso implementar a recolha seletiva porta-a-porta em todos os concelhos, não só para o papel, plástico e vidro, mas também resíduos orgânicos, assim como dar a todas as pessoas as condições necessárias para fazerem compostagem caseira.

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