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A proposta do Bloco de Esquerda que recomendava a contagem de todo o tempo de serviço dos professores dos Açores, e que recomendava o início das negociações com os sindicatos da Região para definir o modo e o faseamento do descongelamento, foi rejeitada hoje no parlamento, com os votos contra da maioria absoluta do PS.

Se a Cofaco não concretizar a construção de uma nova fábrica na ilha do Pico, o Governo Regional – que sempre deu o investimento como garantido – terá que assumir a responsabilidade política pelo incumprimento das expectativas criadas não só junto das trabalhadoras despedidas, mas em toda a população da ilha.

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O Bloco de Esquerda lamenta que, no que diz respeito à defesa dos trabalhadores do sector do Turismo, o PS se deixe ficar pelas boas intenções, em vez de implementar em medidas concretas. “Enquanto o Governo não tomar medidas para pôr ordem num mercado completamente desregulado, como é o do turismo, as palavras de boa-vontade não comovem, porque isso não põe dinheiro no bolso, não dignifica uma profissão, nem defende os trabalhadores de todo o tipo de abuso que existem”, disse a deputada Zuraida Soares.

A deputada Zuraida Soares acusa o Governo Regional da prática de suborçamentação no sector da Saúde – que provoca não só o aumento da dívida, mas principalmente a incapacidade do sector de responder na hora e com eficácia às necessidades dos doentes – e receia que esta seja “uma nova estratégia para aprofundar as debilidades do Serviço Regional de Saúde” em benefício do “novo Hospital da Lagoa, tão acarinhado pelo Governo Regional”.

Numa interpelação ao Governo sobre “o Estado da Região”, Paulo Mendes apontou a precariedade como um dos principais problemas sociais dos Açores, e desafiou o PS a aprovar duas propostas que o BE vai levar ao parlamento para combater o trabalho precário: exigir que as empresas apoiadas com dinheiros públicos tenham pelos 75% de trabalhadores com vínculos efetivos - com uma excepção para as micro-empresas em que esse valor é de 50% – e a adaptação aos Açores do programa de regularização extraordinária dos vínculos precários na Administração Pública (PREVPAP).

O parlamento dos Açores aprovou por unanimidade um voto de pesar pelo falecimento de João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda entre 2012 e 2014.

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Opinião

O Governo já concertou posições com o patronato, os trabalhadores e trabalhadoras é que não viram nada de concreto! É o costume, governo e patrões alinhados e os trabalhadores desalinhados.

Para acabar com a discriminação, exige-se que a Região, nos serviços da sua responsabilidade, crie mecanismos que permitam eliminar as barreiras que limitam o acesso da pessoa Surda aos serviços públicos.

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