Destaque

O Bloco de Esquerda acusa a Associação de Municípios de São Miguel (AMISM) de ter procurado criar uma manobra de diversão com a decisão de suspender o concurso público para construção de uma central de incineração em São Miguel. As recentes declarações de Ricardo Rodrigues provam que não havia qualquer intenção de estudar alternativas ou repensar o projeto.

O Bloco de Esquerda desafia a Associação de Municípios de São Miguel (AMISM) – que reúne amanhã – a suspender o processo de construção da central de incineração que está em curso, e defende a realização de referendos locais em todos os concelhos da ilha, para que haja um esclarecimento sobre todas as alternativas. António Lima, coordenador da Comissão de Ilha de São Miguel do BE, diz que se o PS não quiser ouvir as pessoas sobre esta matéria “é porque tem medo de não conseguir justificar” o atual projeto de construção de uma mega incineradora, ou “porque está a tentar esconder alguma coisa”.

Notícias

O Bloco de Esquerda considera que o Programa de Governo apresentado esta semana no parlamento por Vasco Cordeiro “acentua as desigualdades sociais” e não demonstra qualquer “alteração significativa em relação ao passado”, disse a deputada Zuraida Soares, na intervenção de encerramento. O Bloco de Esquerda votou contra o Programa de Governo para os próximos quatro anos.

O Bloco de Esquerda acusa o Governo Regional de ter um papel ativo “na compressão dos direitos dos trabalhadores”, quando se aproveita de forma abusiva dos programas de estágio e dos programas ocupacionais para poupar dinheiro à custa de quem trabalha: enfermeiros, professores, pessoal não docente, e trabalhadores das autarquias são exemplos concretos desta “exploração e humilhação”.

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, considerou que a eleição de dois deputados para a Assembleia Legislativa dos Açores foi um “resultado histórico”.

Os resultados finais das eleições legislativas regionais dos Açores deram ao Bloco 3.410 votos, elegendo dois deputados: Zuraida Soares, pelo círculo de São Miguel, e Paulo Mendes pelo Círculo de Compensação.

Opinião

A inevitabilidade da pobreza e a manutenção de uma espécie de ordem social incontestada e incontestável reforça a desigualdade social que se tem vindo a agravar na Região. É este marasmo, sem saída, que continua teimosamente plasmado nos programas dos partidos do «centrão» que mais parecem um «beco sem saída» e que, dessa forma, alimentam a desesperança que se vive.

O Presidente do Governo Regional apresentou-se, com renovadas intenções dialogantes e uma louvável humildade democrática. Na prática, durante três dias de debate, fomos confrontados/as com mais do mesmo: - ouvidos moucos à diferença, intransigência nas posições e, quanto à abertura ao diálogo e ao compromisso…coisa nenhuma!