 Mário Moniz “A fonte, a escola, o templo, a bibliotheca, o tribunal, as praças, as ruas, os caminhos, os rios, as costas, os portos, os canaes, as vias ferreas, as vias telegraphicas, as vias telephonicas, as fortalezas de terra e mar, e tantas outras, são propriedades collectivas e por tal forma se impõem n’essa qualidade a todos que ninguem se lembra de chamar a si esses titulos, usurpando-os, e, não os usurpando, se recusa a gosar d’elles, em troca de uma parcella minima do valor de que se destituiu, como se fossem próprios. Só resta seguir no caminho até agora a pouco e pouco, com feliz êxito, conquistado e adquirir para as collectividades, como orgãos fundamentais da vida social, grandes ou pequenas, os lati fundi que ainda hoje restam nas mãos dos poderosos do mundo que os exploram em proveito proprio e em menospreso e prejuízo da collectividade.” (Harmonias Sociaes, Cap. 13º. – Manoel d’Arriaga) Face ao tema, ultimamente mais destacado na comunicação social, não poderia deixar de partilhar, com os leitores desta coluna, a minha reflexão sobre o assunto. Encontrei, nesta citação de Manuel de Arriaga, a denúncia do que move o novo e mediático líder do PSD. |