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Atenção açorianas e açorianos!

 

Face à polémica instalada sobre os transportes aéreos, alguns comentários se impõem. O direito à mobilidade dos/as Açorianos/as é um direito inalienável que, pelas características do nosso território, só pode ser garantido pela existência de um serviço público digno desse nome.

As nossas populações têm sido confrontadas com as viagens mais caras do mundo, pois os preços praticados pela SATA, com a cobertura do Governo Regional, têm transformado este direito num verdadeiro luxo. Todos/as reconhecem que os preços das viagens aéreas são um factor de estrangulamento da nossa economia.

No contexto pré-eleitoral que se vive, as populações assistem, perplexas, à transformação do seu direito à mobilidade, numa arma de arremesso com fins, claramente, eleitorais, sem que se vislumbre uma solução viável para este problema - pelo menos, até Outubro.

Se o Governo Regional assume que, através da entrada de novos operadores, além da SATA e por via das regras da concorrência, os preços das passagens aéreas baixarão – sem que tal facto inviabilize a sustentabilidade económica da nossa companhia -, então, é legítimo concluir que falta vontade política ao Governo Regional para ordenar à SATA que baixe os preços, imediatamente.

Como o Bloco de Esquerda/Açores tem vindo a dizer, há anos, é urgente elaborar, na Região, um Plano Integrado de Transportes – aéreos, marítimos e terrestres –, mas o Governo Regional tem teimado em adiar, sine dia, este Plano, apesar do compromisso de o fazer, ainda durante esta legislatura.

Insistimos: os transportes são o sangue do nosso desenvolvimento e riqueza. Não podem ser um factor de guerrilha política, estéril, inconsequente e penalizadora de quem deles depende – todos/as nós – para quase tudo, na vida.

Alertamos os/as Açorianos/as para a possibilidade real de que estes anúncios de medidas avulsas tenham, como corolário, a privatização da SATA Internacional, permitindo que um mercado pequeno, como o nosso, fique completamente nas mãos da chantagem dos operadores internacionais, uma vez findos os respectivos contratos ou por denúncia dos mesmos.

Servir os/as Açorianos/as é uma coisa. Servir-se deles/as para negócios feitos à pressa e com lucro garantido é outra e é inaceitável.