Fevereiro 26, 2026 04:30 PM

É o conjunto de fortificações de Porto Pim que protege a baía ao avanço do mar. São os muros adjacentes e os blocos de pedra que calçam as estruturas que impedem que o mar salte para terra. Mas pedra de tufo está a desfazer-se, os muros de pedra já há muitos anos que deixaram de ter manutenção contínua. E a intervenção que se pondera fazer ali não tem isso em conta. Adiar o restauro é permitir a perda de património insubstituível e é também a perda de proteção contra o avanço do mar.

Fevereiro 26, 2026 11:09 AM

O que precisamos verdadeiramente é de um modelo de transporte que garanta umpreço de residente para açorianos e madeirenses, que cumpra o princípio da continuidade territorial — e não um subsídio que possa ser atirado à cara pelo PSD e pelo CDS como se fosse uma benesse do Estado.

Fevereiro 24, 2026 10:53 AM

A nossa tendência para o facilitismo sempre esteve connosco, simplesmente se evidencia mais agora, porque o progresso tecnológico tem seguido uma lógica exponencial, sendo que a cada dia há cada vez mais novidades – uma verdadeira aceleração que nos impacta de mil e uma formas e que já aqui falámos. Claro que o desenvolvimento tecnológico não é inocente, dão-nos coisas para nos viciarmos, de modo a nos tornarmos nós próprios o produto, a mercadoria.

Fevereiro 18, 2026 10:58 AM

Nas nossas ilhas, onde o mar nos ensina que não há meio termo entre a terra e o abismo, deveríamos ser os primeiros a entender que a neutralidade é uma ficção de quem está seguro no cais. Quando o debate público se resume a uma busca incessante por um centro morno, o que estamos a fazer é multiplicar a nossa humanidade por zero. E, como aprendemos desde cedo, multiplicar por zero dá sempre zero. Não importa quão grande seja o valor da dignidade que colocamos na equação; se o fator multiplicador for a nossa indiferença «neutra», o resultado será a nulidade absoluta.

Fevereiro 12, 2026 02:12 PM

Para sair de um beco sem saída, a única solução é recuar. É preciso fazê-lo já e reabrir a negociação com a TAP, como propusemos em 2020. Só não será possível se Bolieiro e Montenegro não quiserem.

Fevereiro 10, 2026 04:40 PM

O país está a viver dias trágicos. Perante o sofrimento de tantas famílias vítimas de tragédias naturais, ficámos atónitos com a proximidade dessa dor. A campanha para a segunda volta das presidenciais ficou num plano distante, na verdade, quase parece que nem houve eleições. Bem sei que ainda assim houve a polémica sobre o adiamento das eleições. Na prática, um movimento demagógico: a lei já contempla que locais em estado de calamidade possam fazer esse adiamento – tanto que aconteceu. Um triste exemplo de instrumentalização das vítimas.