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Intervenções:

  • No que respeita às empresas públicas já foi assumido pelo governo que para se ser administrador não basta ter cartão do partido certo, mas também jurar lealdade. Como recompensa, o governo que criticava os salários dos administradores das empresas públicas no tempo do governo do PS, mantém os mesmos salários chorudos. Percebe-se assim que o único problema da direita com os boys, era o facto de não serem os seus boys.

  • Em primeiro lugar, quero agradecer a presença de todos os partidos políticos, associações e sindicatos nesta Sessão de encerramento da VI Convenção do Bloco de Esquerda/Açores. Obrigado pela vossa presença, a qual que muito nos honra.

Opinião:

  • O Bloco exigiu desde a primeira hora a repetição deste processo de forma transparente e justa. O governo reconheceu-nos razão e decidiu reiniciar um processo. Apesar dessa decisão correta mantém-se a necessidade de se apurar todo o processo em comissão de inquérito. 

  • O atual governo regional, para além de não ter uma política para o setor das pescas, vive apagando fogos no setor, muitos deles ateados pelo próprio governo regional.

  • A cooperação entre o setor privado e setor público na saúde têm, regra geral, por consequência não só a degradação do serviço público mas, neste caso, a perversão completa do funcionamento do serviço regional de saúde.

  • A perspetiva de um corte transversal de 20% no orçamento regional para pagar a dívida da SATA em dois anos parece saída de um laboratório de economia política. Mas neste caso as cobaias da experiência de engenharia económica que se prepara são os açorianos e açorianas.

  • O assunto resume-se a um Governo Regional que, por pura incompetência, abdicou de muitos milhões de euros que muita falta fazem para concretizar inúmeros e avultados investimentos, inclusive o porto das Lajes das Flores, essencial para o abastecimento daquela ilha.

  • O que se decide no dia 26 é se queremos habitação a preço acessível, transportes que servem as pessoas, apoio social que responda às necessidades de quem precisa, uma aposta a sério e não meramente propagandística na qualidade ambiental e no ordenamento do território.

  • Mas é isto que o PSD defende: trabalhadores sem direitos à borla para as empresas. Os contribuintes pagam e os empresários lucram. Um paraíso neoliberal e um pesadelo para os trabalhadores!

  • É no mínimo estranho anunciar uma medida sem saber se será posta em prática e muito menos quando. O debate científico sobre a necessidade de uma terceira dose está em curso. Além do mais, muito pouco há para preparar quando se tem um sistema montado com capacidade de vacinação de toda a população com mais de 12 anos.

  • Não deixa de ser curioso que o presidente do governo regional tenha, numa semana, garantido a André Ventura que não existiam nomeações de familiares diretos, para dias depois, ao lado de quem nomeia familiares diretos, dizer que “uma coisa é defender essa postura outra é, perante uma situação concreta, considerá-la nepotismo quando pode não ser”. Afinal só não concorda com o nepotismo em teoria.

  • Os grandes autonomistas do PSD e até os independentistas da praça estão em silêncio quando os Açores são tratados como uma autêntica colónia de Ventura.