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Intervenções:

  • Se houvesse dúvidas sobre as diferenças, aqui ficam esclarecidas. À esquerda discutem-se melhorias da vida das pessoas. À direita discute-se o quanto se vai cortar na sua vida.

  • No que respeita às empresas públicas já foi assumido pelo governo que para se ser administrador não basta ter cartão do partido certo, mas também jurar lealdade. Como recompensa, o governo que criticava os salários dos administradores das empresas públicas no tempo do governo do PS, mantém os mesmos salários chorudos. Percebe-se assim que o único problema da direita com os boys, era o facto de não serem os seus boys.

  • Em primeiro lugar, quero agradecer a presença de todos os partidos políticos, associações e sindicatos nesta Sessão de encerramento da VI Convenção do Bloco de Esquerda/Açores. Obrigado pela vossa presença, a qual que muito nos honra.

Opinião:

  • O que significa isto para as pessoas? Um governo em que parte dos seus membros está empenhada em fazer oposição à outra parte é um governo que ignora os problemas concretos das pessoas.

  • Na semana passada, foi aprovada por unanimidade a proposta do Bloco para a constituição de um Grupo de Trabalho para a criação do Centro Académico Clínico dos Açores. A proposta surgiu depois de um alerta sério da Reitora da UAc: o processo de criação do Centro Académico Clínico (CAC) estava na estaca zero. Ontem, foi publicado o despacho que constitui o desejado grupo de trabalho. Valeu a pena levar o assunto ao parlamento.

  • E como se chega aqui? Pela ausência de uma política de saúde orientada para as necessidades das pessoas e para o futuro do SRS; por serviços a funcionar à custa do desgaste extremo de quem lá trabalha; e pela precariedade a regressar em força, pela porta do cavalo. 

  • Não podemos assistir de braços cruzados. É urgente regular o turismo, limitar o crescimento do AL, converter parte dessa oferta em habitação acessível através de subarrendamento público, garantir acessibilidades aéreas estáveis e ordenar e regular o setor do turismo.

  • Vangloriar-se da utilização dos Açores como instrumento da guerra imperialista de Trump, como fez o Presidente do Governo Regional, constitui uma cumplicidade consciente que ignora as consequências terríveis da guerra. O que tem o Presidente do Governo a dizer sobre as 110 meninas assassinadas por mísseis numa escola? E quem vai pagar a crise que a guerra já está a gerar? É para isso que serve a nossa “centralidade estratégica”? Eu prefiro que não sejamos mais cúmplices!

  • O que precisamos verdadeiramente é de um modelo de transporte que garanta umpreço de residente para açorianos e madeirenses, que cumpra o princípio da continuidade territorial — e não um subsídio que possa ser atirado à cara pelo PSD e pelo CDS como se fosse uma benesse do Estado.

  • Para sair de um beco sem saída, a única solução é recuar. É preciso fazê-lo já e reabrir a negociação com a TAP, como propusemos em 2020. Só não será possível se Bolieiro e Montenegro não quiserem.

  • Como em tantos momentos da história, cabe a quem não recua perante o avanço dos inimigos da democracia construir a força que os irá travar. Na segunda volta, e na luta diária por uma sociedade mais justa e solidária, secaremos a fonte que alimenta o ressentimento e o ódio.

  • Quando um governante desvaloriza a autodeterminação de um povo, relativiza também a nossa e, neste caso, abre uma perigosa linha de argumentação para a expansão do império ao nosso próprio território.

  • Uma democracia não sobrevive se os votos forem sempre no mal menor. A esperança num país melhor, com uma Presidente que cuida da democracia, constrói-se quando o voto é nas ideias e nas pessoas em que acreditamos. E eu acredito na Catarina e nas suas ideias.