Este segundo pacote surge agora como forma de tentar desfocar o debate em torno do pacote laboral e dividir os trabalhadores. Mas a verdade é que esta proposta não passa de uma segunda vaga de ataque de Luís Montenegro aos trabalhadores. É por isso que o pacote social, tal como o laboral, tem de ser deitado no lixo.
A crise dos combustíveis nos Açores expôs, mais uma vez, a incapacidade do Governo Regional para responder à urgência da situação.
O que significa isto para as pessoas? Um governo em que parte dos seus membros está empenhada em fazer oposição à outra parte é um governo que ignora os problemas concretos das pessoas.
Na semana passada, foi aprovada por unanimidade a proposta do Bloco para a constituição de um Grupo de Trabalho para a criação do Centro Académico Clínico dos Açores. A proposta surgiu depois de um alerta sério da Reitora da UAc: o processo de criação do Centro Académico Clínico (CAC) estava na estaca zero. Ontem, foi publicado o despacho que constitui o desejado grupo de trabalho. Valeu a pena levar o assunto ao parlamento.
E como se chega aqui? Pela ausência de uma política de saúde orientada para as necessidades das pessoas e para o futuro do SRS; por serviços a funcionar à custa do desgaste extremo de quem lá trabalha; e pela precariedade a regressar em força, pela porta do cavalo.