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Intervenções:

  • Se houvesse dúvidas sobre as diferenças, aqui ficam esclarecidas. À esquerda discutem-se melhorias da vida das pessoas. À direita discute-se o quanto se vai cortar na sua vida.

  • No que respeita às empresas públicas já foi assumido pelo governo que para se ser administrador não basta ter cartão do partido certo, mas também jurar lealdade. Como recompensa, o governo que criticava os salários dos administradores das empresas públicas no tempo do governo do PS, mantém os mesmos salários chorudos. Percebe-se assim que o único problema da direita com os boys, era o facto de não serem os seus boys.

  • Em primeiro lugar, quero agradecer a presença de todos os partidos políticos, associações e sindicatos nesta Sessão de encerramento da VI Convenção do Bloco de Esquerda/Açores. Obrigado pela vossa presença, a qual que muito nos honra.

Opinião:

  • Em 2011, quando cheguei ao Bloco, vivia-se um dos momentos mais difíceis para a esquerda e para o país. O Bloco tinha tido um mau resultado nas eleições legislativas para a Assembleia da República, perdendo metade do grupo parlamentar. A troika tinha aterrado na Portela e um brutal plano de castigo ao povo português somava-se à austeridade dos governos de Sócrates. Demos a volta por cima e o país também. Hoje estamos prontos para fazer o mesmo nos Açores. 

  • São mesmo precisas mudanças. Só uma rutura com a política das últimas décadas, uma verdadeira viragem à esquerda, pode trazer resultados diferentes e não mais do mesmo. 

  • É este o tempo de cada partido dizer ao que vem. Mas é igualmente tempo de avaliar o que o governo regional de José Manuel Bolieiro se propôs fazer ao longo da legislatura. Não teria tempo para listar todos os incumprimentos, por isso aqui fica uma lista de 5 dos incumprimentos mais graves de compromissos constantes do programa de governo.

  • Esses indicadores dão conta de um sério agravamento das condições de vida, contrariando a propaganda governamental. O governo regional de direita, ao invés de assumir as suas responsabilidades tenta descredibilizar os resultados, como o INE.

  • O tempo é de olhar para o futuro e responder aos problemas dos Açores. Basta de vitimização e de justificações sobre o orçamento. É de respostas, de propostas e soluções concretas que os Açores precisam. Os açorianos e açorianas sabem que podem contar com o Bloco de Esquerda para levar os Açores a sério.

  • Se o célebre próximo orçamento for afinal aprovado, não será, uma vez mais, devido ao que lá está escrito, mas sim devido às manobras e aos jogos palacianos. Os Açores e os problemas das pessoas são, afinal, a menor das preocupações de quem embarca nestas jogadas políticas sem substância. 

  • Os motivos alegados pelos partidos que apoiavam o governo regional de direita para não aprovarem o orçamento pouco têm a ver com o que lá está escrito mas com a falta de confiança no próprio governo. Este é por isso um governo frágil e sem apoio parlamentar que arrasta os Açores para uma crise política.

  • Não surpreende que as juras de fidelidade assinadas pela direita em 2020 sejam agora quebradas. E menos surpreendente é que toda a direita, bem ciente de que o orçamento em nada resolve os problemas da região, queira provocar uma crise política para fugir das suas responsabilidades.

  • Em 2022, o Bloco propôs a integração dos trabalhadores com contratos COVID, mas a proposta acabou chumbada pelo PSD, CDS, PPM, IL, e CH. Muitos trabalhadores viram os seus contratos terminarem e saíram do SRS. Mas eis que, um ano depois, o Governo Regional anuncia e propõe exatamente o que há um ano rejeitou.

  • Quantas mais pessoas têm de ser assassinadas em Gaza para que termine a punição coletiva em curso? Mais de duas mil crianças mortas em Gaza cujas famílias sofrem tanto quanto as famílias das crianças barbaramente assassinadas pelo Hamas. As crianças de Gaza não são danos colaterais, nem a morte por bombardeamento é mais tolerável. São igualmente criminosas.