Na semana passada, foi aprovada por unanimidade a proposta do Bloco para a constituição de um Grupo de Trabalho para a criação do Centro Académico Clínico dos Açores. A proposta surgiu depois de um alerta sério da Reitora da UAc: o processo de criação do Centro Académico Clínico (CAC) estava na estaca zero. Ontem, foi publicado o despacho que constitui o desejado grupo de trabalho. Valeu a pena levar o assunto ao parlamento.
E como se chega aqui? Pela ausência de uma política de saúde orientada para as necessidades das pessoas e para o futuro do SRS; por serviços a funcionar à custa do desgaste extremo de quem lá trabalha; e pela precariedade a regressar em força, pela porta do cavalo.
Não podemos assistir de braços cruzados. É urgente regular o turismo, limitar o crescimento do AL, converter parte dessa oferta em habitação acessível através de subarrendamento público, garantir acessibilidades aéreas estáveis e ordenar e regular o setor do turismo.
Vangloriar-se da utilização dos Açores como instrumento da guerra imperialista de Trump, como fez o Presidente do Governo Regional, constitui uma cumplicidade consciente que ignora as consequências terríveis da guerra. O que tem o Presidente do Governo a dizer sobre as 110 meninas assassinadas por mísseis numa escola? E quem vai pagar a crise que a guerra já está a gerar? É para isso que serve a nossa “centralidade estratégica”? Eu prefiro que não sejamos mais cúmplices!
O que precisamos verdadeiramente é de um modelo de transporte que garanta umpreço de residente para açorianos e madeirenses, que cumpra o princípio da continuidade territorial — e não um subsídio que possa ser atirado à cara pelo PSD e pelo CDS como se fosse uma benesse do Estado.