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Intervenções:

  • Se houvesse dúvidas sobre as diferenças, aqui ficam esclarecidas. À esquerda discutem-se melhorias da vida das pessoas. À direita discute-se o quanto se vai cortar na sua vida.

  • No que respeita às empresas públicas já foi assumido pelo governo que para se ser administrador não basta ter cartão do partido certo, mas também jurar lealdade. Como recompensa, o governo que criticava os salários dos administradores das empresas públicas no tempo do governo do PS, mantém os mesmos salários chorudos. Percebe-se assim que o único problema da direita com os boys, era o facto de não serem os seus boys.

  • Em primeiro lugar, quero agradecer a presença de todos os partidos políticos, associações e sindicatos nesta Sessão de encerramento da VI Convenção do Bloco de Esquerda/Açores. Obrigado pela vossa presença, a qual que muito nos honra.

Opinião:

  • Em vez do foguetório sobre o RSI, o Governo Regional devia estar preocupado com as mais de 9 500 pessoas em situação de pobreza extrema e com as 46 mil pessoas em risco de pobreza que ficam de fora do RSI. Devia implementar, por exemplo, o conjunto de novas prestações sociais que tem no seu plano regional para a inclusão e cidadania. 

  • O mesmo governo regional que se orgulha de ter acabado com os rateios nos apoios aos agricultores impõe cortes draconianos à cultura.

  • Este segundo pacote surge agora como forma de tentar desfocar o debate em torno do pacote laboral e dividir os trabalhadores. Mas a verdade é que esta proposta não passa de uma segunda vaga de ataque de Luís Montenegro aos trabalhadores. É por isso que o pacote social, tal como o laboral, tem de ser deitado no lixo.

  • A crise dos combustíveis nos Açores expôs, mais uma vez, a incapacidade do Governo Regional para responder à urgência da situação.

  • O que significa isto para as pessoas? Um governo em que parte dos seus membros está empenhada em fazer oposição à outra parte é um governo que ignora os problemas concretos das pessoas.

  • Na semana passada, foi aprovada por unanimidade a proposta do Bloco para a constituição de um Grupo de Trabalho para a criação do Centro Académico Clínico dos Açores. A proposta surgiu depois de um alerta sério da Reitora da UAc: o processo de criação do Centro Académico Clínico (CAC) estava na estaca zero. Ontem, foi publicado o despacho que constitui o desejado grupo de trabalho. Valeu a pena levar o assunto ao parlamento.

  • E como se chega aqui? Pela ausência de uma política de saúde orientada para as necessidades das pessoas e para o futuro do SRS; por serviços a funcionar à custa do desgaste extremo de quem lá trabalha; e pela precariedade a regressar em força, pela porta do cavalo. 

  • Não podemos assistir de braços cruzados. É urgente regular o turismo, limitar o crescimento do AL, converter parte dessa oferta em habitação acessível através de subarrendamento público, garantir acessibilidades aéreas estáveis e ordenar e regular o setor do turismo.

  • Vangloriar-se da utilização dos Açores como instrumento da guerra imperialista de Trump, como fez o Presidente do Governo Regional, constitui uma cumplicidade consciente que ignora as consequências terríveis da guerra. O que tem o Presidente do Governo a dizer sobre as 110 meninas assassinadas por mísseis numa escola? E quem vai pagar a crise que a guerra já está a gerar? É para isso que serve a nossa “centralidade estratégica”? Eu prefiro que não sejamos mais cúmplices!

  • O que precisamos verdadeiramente é de um modelo de transporte que garanta umpreço de residente para açorianos e madeirenses, que cumpra o princípio da continuidade territorial — e não um subsídio que possa ser atirado à cara pelo PSD e pelo CDS como se fosse uma benesse do Estado.