O Luís a trabalhar para lixar o povo

Começa a ficar clara para toda a gente a agenda oculta da AD. A agenda não constava do seu programa eleitoral. Foi escondida e para a maioria de direita na Assembleia da República é a oportunidade que esperavam. 

Enquanto tentam enganar e distrair trabalhadores e reformados com artimanhas e migalhas no IRS, mais uma vez utilizando efeitos retroativos de alterações na retenção na fonte para passar a ideia de que há uma descida significativa no IRS este ano, a AD começa a implementar o seu programa reacionário e anti-trabalhadores.

A agenda da AD começou com o ataque xenófobo aos imigrantes e às suas famílias e crianças. Num processo feito a “mata-cavalos”, atropelando todos os procedimentos legais, constitucionais e de bom senso, já agora, a AD e o CH aprovaram uma lei violadora do direito à família e que separa filhos de pais.  Por isso e muito mais foi julgada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional. Segue-se o ataque à constituição e ao Tribunal e seus juízes.

A agenda reacionária continua com o ataque à disciplina de cidadania, ou melhor, à educação sexual nas escolas. 

O terceiro ataque é ao trabalho e aos trabalhadores. Longe vai o tempo das medidas sobre as carreiras na administração pública na legislatura passada. Eram inultrapassáveis pois o descontentamento desses trabalhadores contribuiu muito para a vitória da AD em 2024.

A revisão ao Código do Trabalho da AD retoma os ataques ao trabalho do tempo da troika, condimentada com a perversão e desumanidade do ataque às trabalhadoras mães e às famílias.

Bem podem CH e IL dizer que não concordam com o fim do luto gestacional ou com a necessidade de provar ao patrão (!!) a amamentação a cada 6 meses. Esses fogachos de oposição servem apenas para disfarçar que querem ainda ir mais longe do que o projeto da AD para o trabalho: subjugar cada vez mais os trabalhadores aos patrões. Não nos esqueçamos que a nova líder da IL defende a “liberdade contratual total” nas leis do trabalho. 

Estas medidas apenas constavam do programa eleitoral da AD como frases redondas e vazias, disfarçadas de progresso. Isso quando constavam. Afinal era retrocesso. A agenda reacionária e oculta da AD não se ficará por aqui, como a extinção da FCT à revelia de qualquer consulta aos intervenientes no setor. 

O Luís já está a trabalhar. A trabalhar para lixar o povo.