Para quê um Governo quando temos empresas para pensar e decidir por nós? Como é óbvio, foi o dono da obra — o Governo — quem determinou o que seria o tal “hospital novo”. O que aqui temos é uma privatização aos bocados do HDES, prejudicando os doentes e o SRS.
O meu ponto-provocação hoje é simples: não será o mundo da pós-verdade o maior dos ciberataques? A epidemia das fake news nas redes sociais não constituem um ataque à nossa democracia através de redes de informação informática?
Um café que deixou de ser café para ser uma atração. Uma sala de concertos que tolera a plebe. Vivemos num mundo que normaliza nos satisfazermos com umas férias a correr, cujas memórias são fotografias que empenhamos com orgulho numa vida virtual, mesmo que isso esvazie o sentido dos espaços que para outros são os do seu quotidiano. Soa familiar?
Precisamos mesmo de governos que, nos Açores e na República, coloquem os direitos dos trabalhadores portugueses da base das Lajes, assim como os interesses dos Açores e do país, em primeiro lugar.
Quando o valor que damos ao voto é um par de dança, então o valor da democracia é inexistente, uma fachada. Este é um terreno fértil para os discursos daqueles que nos querem de cabeça curva.
Enquanto aceitarmos que há reféns de primeira e reféns de segunda, que há cadáveres que contam e cadáveres que não, enquanto aceitarmos a ocupação e o apartheid, nenhum cessar-fogo nos absolverá da cumplicidade.