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Opinião:

  • A nossa região é a mais desigual de Portugal (tanto segundo o índice de Gini como o rácio S80/20) e apresenta taxas de pobreza e exclusão social comparáveis às da Roménia e da Bulgária. E, em Portugal, não temos impostos sobre o património, salvo o IMI, que ignora a maioria dos ativos e não considera dívidas.

  • Enquanto aceitarmos que há reféns de primeira e reféns de segunda, que há cadáveres que contam e cadáveres que não, enquanto aceitarmos a ocupação e o apartheid, nenhum cessar-fogo nos absolverá da cumplicidade.

  • É preciso repensar a economia, voltando aos fundamentos: que modos de organização nos permitem, enquanto sociedade, usar os recursos de que dispomos — ambientais, humanos e tecnológicos — para vivermos com conforto, saúde, e sustentavelmente? E como evitar que voltemos a pagar pelas bolhas que alguns vão criando?

  • Faz falta uma maior pressão popular no que toca a estes assuntos. Os dados estão à vista, as soluções são conhecidas — resta mobilizar a sociedade civil para que os decisores políticos ajam. Mãos à obra!

  •  Aplica-se aqui a máxima das empresas tecnológicas: se não estás a pagar pelo produto, és o produto.

  • Como tal, espera-se que os nossos governantes, tanto a nível regional como nacional, se manifestem a favor da sua suspensão — até que Israel respeite os direitos humanos. Tanto Espanha como a Irlanda já defenderam esta suspensão, que causaria graves problemas à economia israelita. Aproveitemos a proximidade a Israel para defender, com dentes mas sem armas, os direitos humanos.

  • Assim, o Estado subsidia os lucros absurdos da BENCOM — porque só com a compensação tarifária pode a EDA comprar-lhes o combustível a preços tão altos — e, ainda, os da EDA. O GB ganha duas vezes; o erário público perde duas; e a boa-fé dos contribuintes diminui.

  • Trata-se de uma estratégia concertada de manipulação dos sentimentos viscerais das pessoas: “ricos sempre os tivemos, e sempre trabalhámos para eles — mas vir aquele tipo e passar-me à frente é que não!”. Nos Açores, e não só, estas retóricas só servem para iludir as pessoas.

  • Numa época em que a lei parece ser a da força, cabe-nos — cabe-vos — defender os direitos humanos e o direito internacional. Estamos atentos. Tenham coragem.

  • No final da faixa “Pela Música Pt2”, do álbum Serviço Público, Sam the Kid faz um apelo: “Não tragam pudim, o pudim já está na mesa. Tragam arroz doce, falta arroz doce!”. Nesta música, é feita uma crítica feroz à indústria musical instalada, movida por interesses financeiros — o “pudim” —, e alimentada a esperança numa alternativa emancipatória: o arroz doce.