Enquanto aceitarmos que há reféns de primeira e reféns de segunda, que há cadáveres que contam e cadáveres que não, enquanto aceitarmos a ocupação e o apartheid, nenhum cessar-fogo nos absolverá da cumplicidade.
É preciso repensar a economia, voltando aos fundamentos: que modos de organização nos permitem, enquanto sociedade, usar os recursos de que dispomos — ambientais, humanos e tecnológicos — para vivermos com conforto, saúde, e sustentavelmente? E como evitar que voltemos a pagar pelas bolhas que alguns vão criando?
Faz falta uma maior pressão popular no que toca a estes assuntos. Os dados estão à vista, as soluções são conhecidas — resta mobilizar a sociedade civil para que os decisores políticos ajam. Mãos à obra!
Aplica-se aqui a máxima das empresas tecnológicas: se não estás a pagar pelo produto, és o produto.
Como tal, espera-se que os nossos governantes, tanto a nível regional como nacional, se manifestem a favor da sua suspensão — até que Israel respeite os direitos humanos. Tanto Espanha como a Irlanda já defenderam esta suspensão, que causaria graves problemas à economia israelita. Aproveitemos a proximidade a Israel para defender, com dentes mas sem armas, os direitos humanos.