Abril 14, 2026 04:11 PM

Ouvir o outro pressupõe, antes de mais, reconhecê-lo como um igual. É recusar a tendência contemporânea de tratar o interlocutor como alguém que precisa de ser "explicado", "iluminado" ou "corrigido" por uma autoridade superior. Antes, estimular a reflexão. É por isso que podemos ser progressistas sem ser paternalistas. O paternalismo político e social é a negação da emancipação; é o pressuposto de que o outro é incapaz de gerir a sua própria autonomia. Uma sociedade de iguais não precisa de tutores, precisa de interlocutores.

Abril 9, 2026 11:08 AM

Se “a Capital Portuguesa da Cultura 2026 é um palco de reflexão”, como nos afirmou o Presidente da Câmara de Ponta Delgada, seria interessante que à semelhança do que fez o “Manifesto Reinventar a Estratégia Urbana de Ponta Delgada”, que devemos ao arquiteto André Patrão, onde estiveram presentes os então candidatos à CMPD, aí se debatessem recentes e vetustas intervenções no tecido da Cidade e a sua herança.

Abril 9, 2026 12:26 AM

E como se chega aqui? Pela ausência de uma política de saúde orientada para as necessidades das pessoas e para o futuro do SRS; por serviços a funcionar à custa do desgaste extremo de quem lá trabalha; e pela precariedade a regressar em força, pela porta do cavalo. 

Abril 7, 2026 04:13 PM

Um trabalho militante que é o que dá vida à democracia. A democracia é experimental, só existe se for exercida. Posso garantir que essa ação não se resume a rabiscar um papel de tempos a tempos e colocar numa urna. É um trabalho de intervenção cívica, de criação de espaços de discussão e ação. Tornar questões visíveis é vital para dinamizar o espaço pública e a propaganda tem aí um papel (principalmente provocador/incitador).

Abril 6, 2026 01:20 PM

Ao mesmo tempo, assistimos a uma perda silenciosa de valores. Que caminho segue a Horta? Uma cidade aberta ao mundo, mas que agora se fecha. Fecha-se quando constrói uma circular que não é nem rua nem avenida, é uma via rápida que não convida à vida, que não poderá ser urbanizada nunca, que será sempre um limite e que acabará por gerar subúrbios em vez de comunidade.

Abril 2, 2026 12:32 AM

Dezenas de pessoas sentam-se para o iftar, a refeição com que os muçulmanos quebram o jejum diário durante o Ramadão. Em volta, até ao horizonte, uma cidade destruída. E mesmo assim: a mesa posta, as luzes coloridas acesas, a comunidade reunida e pronta para celebrar, para viver.