Caminhos para o futuro, precisam-se!

Hoje, falaremos das ideias fundamentais que defendo para nortear o Orçamento Regional que, com tanto alarido, o Governo tem vindo a anunciar, em pequenas doses, para assim ocupar espaço mediático.

Mas, antes disso, umas breves notas, sobre dois artigos que dirigentes socialistas escreveram nas páginas deste Jornal:

O deputado Berto Messias insurge-se, pelo protesto de vários Partidos, na Assembleia da República, contra o facto dos bustos dos Presidentes da República do tempo do fascismo estarem expostos, juntamente, com os Presidentes eleitos, em democracia. Escandaliza-o o tempo perdido, com estes assuntos, havendo (na sua opinião) coisas mais importantes.

Portanto, ficámos a saber que, para Berto Messias, o branqueamento do fascismo e seus algozes é questão de somenos. A Liberdade e a Democracia não têm dignidade para serem defendidas, na Casa que as representa. É uma opinião assinalável, na esteira do populismo que, hoje, nos assola.

Afinal, deputado Francisco César, problemas como a dívida, o Tratado Orçamental, o diferencial fiscal regional, a carga fiscal, não são questões secundárias... Registo a mudança de argumentação. Quanto ao resto, o futuro nos dirá.

Mas vamos ao Plano e Orçamento para 2015, não deixando de assinalar um facto extraordinário: oficialmente, o Parlamento Regional desconhece o conteúdo da anteproposta de Plano que tem sido apresentada e debatida com os parceiros sociais! E lá se vai a cultura democrática…

Para o BE/A, estes documentos têm de demonstrar uma estratégia clara para a defesa da nossa economia, nos diversos sectores da agricultura, da pesca, dos serviços, da indústria, do turismo, da investigação e, nomeadamente, na promoção de bens transaccionáveis que substituam as importações e aumentem as exportações.

Continuar na política de gastar dinheiro, em mais do mesmo, ou investir em empresas que mais não são do que projectos rentistas para amigos, à conta de serviços públicos, pode ser legal, mas é imoral.

Um sério ataque ao desemprego, através de investimentos imediatos, com capacidade de multiplicação de postos de trabalho, olhando para o futuro, sim, mas respondendo, já, a esta chaga, que não se compadece com diminuições de décimas, nos índices do desemprego. São pessoas que sofrem.

Políticas sociais que combatam a pobreza de forma realista - como o aumento de 15 euros mensais, no ‘cheque pequenino’ -, sendo, ao mesmo tempo, economicamente reprodutivas.

Perante a inegável crise social, exigem-se medidas urgentes, que impeçam o abandono, por parte de estudantes de qualquer grau de ensino.

Lançar as bases para que os Açores potencializem o imenso Mar que nos rodeia, através de passos sérios para a implementação de um Centro de Investigação de Ciências do Mar, na Horta. Por outro lado, rentabilizar a nossa posição geoestratégica para fins comerciais e, jamais, para a satisfação de modelos ideológicos contrários aos Açores e aos/às Açorianos/as.

Estas são algumas das bases centrais, com que partimos para a discussão do Plano e Orçamento para 2015. Desejo, sinceramente, que o Governo Regional tenha coragem para fazer destes diplomas a marca da viragem necessária.

Mais do mesmo é que não! Já ninguém aguenta…