Este é o lema de campanha da candidata a Presidente da República, Marisa Matias. Nele me revejo e penso que se reveem todos/as os/as portugueses/as que querem um País, no qual os direitos de quem trabalha ou trabalhou sejam defendidos.
Um País que aposta na educação, no trabalho científico e na inovação tecnológica, para criar emprego estável e qualificado aos/às jovens, que são obrigados a vender o seu conhecimento e a sua força de trabalho, no estrangeiro.
Precisamos, pois, de uma Presidente que não tenha medo de escolher um lado, o lado do País e não o lado do capital financeiro, como até hoje temos conhecido.
Agora, em final de campanha para as eleições presidenciais, já podemos fazer um balanço da postura dos/as diversos/as candidatos/as.
Na generalidade, temos assistido a um jogo para enganar incautos.
Marcelo Rebelo da Sousa tenta, por todos os meios, esconder o seu passado, as suas posições políticas de alinhamento (no essencial) com Cavaco Silva e com o governo PSD/CDS, chegando mesmo ao ridículo de reescrever a história, para ver se a memória dos/as portugueses/as é curta.
Ver Marcelo apoiar, agora, as medidas do actual Governo, na reposição de direitos dos/as trabalhadores/as, confiscados pelo anterior governo, é digno de uma aula de contorcionismo e de oportunismo político de bradar aos céus!
Na verdade, foi triste ver a posição dos/as diversos/as candidatos/as, sobre o caso BANIF, ao escudarem-se todos, na posição do Governo .
Ao contrário de Marisa, que se opôs a esta solução, defendendo o País e quem cá vive. Quando, para "salvar" o Banif, são mobilizados três mil milhões de euros do dinheiro de todos/as nós, acabando a dar, de presente, este banco a um dos maiores bancos da Europa, é uma indignidade.
Em defesa do País e dos nossos interesses, o BANIF devia ser integrado na Caixa Geral de Depósitos. Bater o pé por esta solução, lutar por ela, era a única posição digna. Só Marisa Matias se bateu por ela. Portanto, só Marisa defendeu o País.
No escândalo da reposição das pensões vitalícias para titulares de cargos políticos, foi preciso que Marisa levantasse a voz, de forma indignada, para virem logo todos dar a sua opinião.
É evidente que Maria de Belém (uma das subscritoras do pedido), para reaver estes privilégios absurdos, não podia levantar a voz!
Passar por cima deste assunto, olhar para o lado, era isto para que preparavam os candidatos, caso Marisa não os confrontasse com tal injustiça.
Na Presidência, precisamos do saber que Marisa Matias demonstra, no Parlamento Europeu – onde, em matérias tão importantes, como a directiva sobre medicamentos falsificados (negócio que envolve biliões de euros), Marisa conseguiu envolver bancadas de todos os grupos parlamentares, para que esta directiva visse a luz do dia.
Precisamos da Marisa, eleita, por unanimidade, Presidente da Delegação do Parlamento Europeu, na relação com os países do Médio Oriente,
Mas, precisamos acima de tudo, de eleger uma Presidente que não esconde as suas opiniões, que tem coragem para as afirmar e põe, acima de tudo, o seu País e o bem estar de quem cá vive e trabalha, ao contrário do que temos tido, na Presidência da República.
Temos tido…mas não queremos voltar a ter!