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Defender a RTP/Açores é defender a Autonomia

 

Defender o espaço dos Açores, na RTP/Açores, para além do período de concentração que lhe foi imposto, é afirmar que os Açores, cada uma das suas 9 ilhas, o seu passado, o seu presente e o seu futuro são credores de muito mais do que uma nota de rodapé. E fazê-lo é, ao mesmo tempo, defender a Autonomia e a Democracia, já que uma não existe sem a outra.

Porque é totalmente anti-democrática uma reestruturação que menoriza o serviço público e o torna incapaz de se constituir como referência de qualidade e de cumprimento do interesse público que o justifica. Ou que prescinde do parecer dos/as trabalhadores/as e profissionais para esta reestruturação, recusando-se a mantê-los informados, ao minuto, do que se está a passar e se vai passar com as suas vidas e postos de trabalho.

Ou que se esconde por trás da clandestinidade e da política do facto consumado, características absurdas que têm marcado todo o processo de desmantelamento de um serviço público chamado de Rádio e Televisão.

Ou que aposta em exaurir este serviço público para justificar, aos olhos da opinião pública, a sua inutilidade e urgente privatização.

Ou que se impõe, com base num estudo que, por inesperado milagre, chegou exactamente às mesmas conclusões que o ministro da tutela tinha exigido.

Ou que decide, unilateralmente, não cumprir as obrigações do Estado de garantia de igualdade de direitos, no todo nacional.

Ou que invoca razões troikistas e de penúria financeira (para cortar no parco orçamento da RTP/Açores), sem antes trazer decência, tanto aos vencimentos dos membros do Conselho de Administração da RTP, quanto aos das estrelas e pivots. 

Se ‘quem paga manda’, é bom percebermos que somos nós todos/as que pagamos para o Ministro Miguel Relvas mandar… Razões de sobra (e há muitas mais) para, hoje, estar em Lisboa, a reivindicar respeito e apreço pelas prerrogativas Açorianas. 

Pena que alguns prescindam do direito à indignação.