Assistimos à descrença generalizada no sistema político atual do nosso país.
Para alguns partidos, fazer política, em Portugal, está cada vez mais dependente da subsistência da cor e poder políticos, dos favores e favoritismos, das trocas de influências, do proveito próprio, da corrupção.
Basta um olhar atento pelos noticiários para perceber os constantes ataques entre cores partidárias numa tentativa de derrubar do poder quem foi eleito e o denegrir constante da oposição numa tentativa desesperada de se manter a governar, justificando seus erros e omissões com o passado.
Enquanto isso, a sociedade depara-se com problemas sérios por resolver: pensões miseráveis que não permitem os nossos idosos subsistir de forma digna; ataque constante aos direitos dos trabalhadores e manutenção de baixos salários e precariedade; aumento exponencial da inflação, taxas de juros e do arrendamento habitacional, pondo em causa, para muitos portugueses, a escolha entre ter um lugar para morar ou comer adequadamente; baixo investimento no ensino público que leva à escassez de consumíveis e mão de obra indispensáveis ao seu funcionamento; sub- investimento no sistema de saúde e falta de medidas abonatórias que promovam a fixação de médicos no país/ região; privatização de serviços públicos essenciais à sociedade – Sata Internacional- medida esta que deixará os açorianos mais endividados e com menor probabilidade de mobilidade entre si.
Percebemos que um país se está a afundar quando as respostas políticas, não satisfazem as necessidades básicas de um povo consagradas na sua Constituição: habitação, saúde, ensino, trabalho. O povo é brando mas não é tolo! Não é com promessas eleitorais utópicas- que nunca serão cumpridas- que vão reduzir a elevada taxa de abstenção que se assiste em cada acto eleitoral. Esta é uma forma que o povo tem de demonstrar à classe política que está cansado e descrente, que está na hora de mudar de estratégia.
É preciso mudança! É necessário mudar- se mentalidades, estratégias e ideias políticas. Unirem- se não na derrota de partidos mas, na busca de uma sociedade mais equitativa e equilibrada.
É necessário um novo rumo para o país e para os Açores. Um novo rumo com confiança.