Provavelmente, há alguns séculos atrás, algum trabalhador ou trabalhadora algures neste mundo teve a coragem de proferir duas palavras mágicas como resposta ao autoritarismo e despotismo patronal: Estas palavras foram: Não aceito!
Foi a partir desta negação que abriu-se o caminho para uma longa e dura luta pela conquista dos direitos dos trabalhadores. Hoje, em pleno século XXI este tema não é, infelizmente, um tema obsoleto. Bem Pelo contrário! A anterior coligação de direita protagonizada por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas ameaçou, e de que maneira, todos os direitos até agora conquistados pelos trabalhadores. A política Neo -Liberal deliberadamente escolhida por esta dupla, não só acentuou a precariedade laboral como, promoveu a perda de salários, das horas extras, das reformas, contribuindo, desde modo, para o aumento de situações imorais entre os trabalhadores, que acabaram como todos nós vimos em alguns tumultos sociais, manifestações, e sucessivas greves.
Novos desafios se aproximam. O desmantelamento da Europa tal como a conhecemos é uma possibilidade cada vez mais real, agora com o fenómeno, já consumado, do Brexit. Os trabalhadores e os seus direitos continuam sendo um dos elos mais fracos e um dos mais apetecíveis de atingir pela dominante política capitalista!
E o que é que a classe trabalhadora não aceita, nem nunca ACEITARÁ?
Ora, não aceita nem aceitará abdicar da DEFESA:
DA MANUTENÇÃO DOS SEUS SALÁRIOS E PENSÕES
DA CONTRATAÇÃO COLETIVA:
DA REDUÇÃO DO HORÁRIO DE TRABALHO PARA 35H SEMANAIS NO PUBLICO E NO PRIVADO
DO TRABALHO DIGNO E REMUNERADO
DO CUMPRIMENTO RIGOROSO DO ESTABELECIDO NO CONTRATOS
DO DIREITO À PROTECÇÃO NA DOENÇA E NO DESEMPREGO
DA IGUALDADE DE GÉNEROS NO TRABALHO
DE FÉRIAS REMUNERADAS
DA OPORTUNIDADE DE PROGRESSÃO NA CARREIRA
No fundo, não abdicará, da defesa de todos os direitos consignados na Constituição da República Portuguesa.
Neste contexto, tem sido indiscutível o papel do Bloco de Esquerda no resgate e defesa destes direitos. De facto, O Bloco assume-se como o partido de esquerda que mais lutou e luta por todos nós, pela sobrevivência e manutenção desta grande conquista que foi também o próprio Estado Social! Quer seja propondo medidas concretas na ASSEMBLEIA QUER APOIANDO INEQUIVOCAMENTE O DIREITO À GREVE.
Chegamos pois a um ponto fulcral: O direito à Greve.
Nenhum trabalhador faz greve porque sim, porque lhe apetece. Nenhum. Todas as greves têm um motivo. E o motivo é sempre a precariedade, baixos salários, perda de direitos. Aquando da última greve dos estivadores, o Bloco Açores esteve solidário com esta luta. E, pasmem-se! fomos acusados de estar contra os interesses dos açorianos . Como sabem devido à nossa condição arquipelágica, é normal que qualquer greve feita nos portos continentais também tenha repercussões negativas na economia açoriana.
Não é isso de certo que desejamos, mas o Bloco não pode negar a sua natureza, a sua essência. Nós somos a personificação do combate pela dignificação do trabalho
Não respeitar esta premissa era ser cúmplice dos patrões e das suas acções atrozes, gananciosas e profundamente injustas! E isso, sim, a longo prazo, era estar contra os TRABALHADORES E INTERESSES açorianos.
Nesta actual DESUNIÃO EUROPEIA já houve mesmo um Presidente que pretendia abolir o direito do seu Povo à greve! François Hollande precisa mesmo de umas lições acerca do que é ser-se realmente de esquerda!
O Bloco é o VERDADEIRO partido da Esquerda Portuguesa.
O Bloco tem MERECIDO A CONFIANÇA DOS SEUS ADERENTES.
O Bloco VAI CRESCER A NÍVEL NACIONAL .
O BLOCO VAI CRESCER NOS AÇORES.
O POVO AÇORIANO PRECISA E MERECE MAIS E MELHOR! O Bloco tem nos seus representantes açorianos o FOGO TRANSFORMADOR, não o fogo que queima, mas o que AQUECE, o que ACOLHE, o que PROTEGE AS NOSSAS GENTES, AS NOSSAS ESPECIFICIDADES E A NOSSA AUTONOMIA!
VAMOS TODAS E TODOS TRABALHAR PARA ISSO!