Ufa! Acabaram-se as provas, finalmente!
É caso para dizer que, a decisão tomada pelo Governo Regional dos Açores sobre a aplicação das provas Finais de Português e Matemática, para os 4.º e 6.º anos de escolaridade, não foi salutífera, tal como alegaram, por diversos motivos que lhes foram alheios, pelo que se pode depreender.
Por este motivo, eis que urge um dos momentos mais oportunos para manifestar a nossa contestação sobre essas provas, que decorreram nos diversos estabelecimentos de ensino da Região Autónoma dos Açores.
Em jeito de reflexão, surge-nos uma questão que, a nosso ver, deveria ter sido equacionada e ponderada, "com cabeça tronco e membros", antes do reboliço associado a estas provas de avaliação.
Importa, assim saber, o que podemos aferir com estas provas? A resposta é, inevitavelmente, uma e só uma, nada! Ou seja, nada a mais do que aquilo que os professores já sabiam sobre as capacidades e dificuldades dos seus alunos.
Cumpre-nos, assim, esclarecer e pugnar, de modo claro e direto, este tipo de avaliação, por diversas razões, que passaremos a desenvolver, no sentido de elucidar os leitores que nos acompanham.
Uma das principais razões que nos leva a defender a abolição destas provas relaciona-se com os desígnios da qualidade da educação no Sistema Educativo Português. Assim, e tendo em conta este princípio, a aprendizagem dos alunos deve acontecer sempre de forma contínua e não como um resultado de fim de ciclo, tendo em conta uma aprendizagem globalizante em detrimento de uma mera avaliação sumativa, sem proveito.
Por outro lado, estas provas ocorreram num momento precipitado, quando ainda o Governo Socialista tinha acabado de assumir funções, manifestando-se este Partido contra as provas de aferição, em tempo de campanha eleitoral. Lembremo-nos das palavras enganosas do Sr. primeiro-ministro, António Costa a esse respeito… que contra-senso!
Ainda, as provas de avaliação interna, nestes ciclos de ensino, aconteceram em diferentes datas, ficando muitos alunos sem poderem participar nas celebrações do Dia Mundial da Criança. Lamentável! Serão estes os princípios do ProSucesso na nossa Região?
Mais, se as provas foram diferentes, com percentagens desiguais e níveis de complexidade e critérios distintos, para cada unidade orgânica, não se compreende o porquê da sua aplicação. O facto de estas provas se realizarem no termo de cada ciclo não justifica a sua concretização, como já se especulou anteriormente.
Será também importante refletir sobre as consequências e o impacto que este tipo de avaliação tem sobre os nossos alunos e pais. Sobre os efeitos provocados, há a realçar ainda a idade e o nível de maturidade dos alunos, tendo em conta a complexidade das metas curriculares. A acrescentar o desalento e a capacidade de resistência demais envolvidos.
Por último, sabiam que muitas dificuldades dos nossos alunos advêm do grau de exigência que lhes impõem?
Estaremos aqui, agora e sempre, por eles(as) e pelo nosso futuro!