Quem assistiu às reportagens do Congresso Nacional do PSD, ouviu a proclamação de vitória de Berta Cabral, nas próximas Eleições Regionais. Para além de uma encenação para Açoriano/a ver, a matéria do discurso foi um vazio de ideias e de propostas. Uma retórica paupérrima, numa antecipação abusiva da soberana vontade do povo. Infelizmente, é esta a essência da já lançada pré-campanha eleitoral dos dois maiores Partidos açorianos.
Quem assistiu às reportagens do Congresso Nacional do PSD, ouviu a proclamação de vitória de Berta Cabral, nas próximas Eleições Regionais. Para além de uma encenação para Açoriano/a ver, a matéria do discurso foi um vazio de ideias e de propostas. Uma retórica paupérrima, numa antecipação abusiva da soberana vontade do povo. Infelizmente, é esta a essência da já lançada pré-campanha eleitoral dos dois maiores Partidos açorianos.
De um lado, Vasco Cordeiro, faz! Quando for presidente do Governo, claro. Porque não começa já, visto estar no Governo Regional? Do outro, Berta Cabral, promete! Quando for presidente do Governo, vai mudar para melhor. Tudo. Mas como o faz? É segredo? Ou não faz a mínima ideia?
Todos/as nós estamos a ficar fartos de promessas que nunca se concretizam e/ou das chamadas ‘agendas secretas’ que nunca são reveladas, nas campanhas eleitorais. E nesta matéria, Berta Cabral começou muito mal. Aquando da tomada de posse de Pedro Passos Coelho, como Primeiro-Ministro, Berta Cabral deslocou-se a Lisboa para conversações. No regresso, assumiu que tinha resolvido os assuntos mais candentes, a favor dos Açores: o pagamento, pelo OE, dos 5% de IRS às autarquias; o problema da RTP/A; a privatização da ANA e suas implicações nos Açores.
Contudo, os resultados foram desastrosos. Os 5% do IRS foram pagos pela Região, logo, os Açores perdem. A RTP/A, na prática, a decisão é acabar com ela, logo, os Açores perdem. A ANA, para já, desistiu da ampliação da pista do aeroporto da Horta, logo, os Açores perdem.
De facto, falou muito, prometeu muito e o resultado foi um desastre. Respeitar os/as Açorianos/as, respeitar o sofrimento presente nas vidas de milhares de lares açorianos, exige que se fale verdade. Existem, hoje, problemas muito concretos, sobre os quais os/as candidatos/as, obrigatoriamente, têm que se pronunciar: - aceitam um novo aumento de impostos para os/as Açorianos/as? Aceitam que não se aplique, aqui, a Lei de Finanças Regionais de 2010? Aceitam o aumento das taxas aeroportuárias, em 280%, com a privatização da ANA? Entre outras, são estas as respostas que, com a máxima clareza, têm de ser dadas.
Conversa vadia e deslocações com fartura não resolvem problema nenhum.