Hoje, a economia dos Açores passa por momentos terríveis. Não estamos a falar de estatísticas macro-económicas; estamos a falar das pessoas e das empresas porque, para nós, a economia espelha, essencialmente, o nível de bem-estar e de satisfação de que a sociedade usufrui.
O quadro é (re)conhecido por todos/as: desemprego galopante, pobreza a instalar-se em cada vez mais lares, poder de compra a cair em flecha – com todo o reflexo que isto tem nas empresas, levando-as a soçobrarem, criando, assim, mais desemprego. Esta é uma espiral sem fim à vista, em paralelo, aliás, com o resto do País. E a solução não pode ser dizer às novas (e às menos novas) gerações: fujam, enquanto é tempo!
‘Emergência’ (social e económica) é, portanto, a dolorosa palavra de ordem. Convém ser realista, no diagnóstico, mas é obrigatório termos consciência de que, apesar das condicionantes externas (Governo da República e União europeia), é possível (e absolutamente desejável) intensificar a implementação de medidas açorianas, exercendo as prerrogativas da Autonomia.
É esse o nobre desígnio da acção política: olhar para a realidade, nua e crua, e elaborar respostas concretas, objectivas e exequíveis, que possam alterar (para melhor, evidentemente), o quadro vigente. O exercício da Democracia fará o resto, ou seja, permitirá a escolha e a aposta dos/as cidadãos/ãs, em cada uma delas.
Por isso, nos três últimos artigos desta série, antes das eleições, proponho-me colocar à vossa consideração algumas das ideias que defendemos. Vamos a isso!
É urgente a concretização de um Plano Integrado de Reabilitação Urbana, estabelecido entre o Governo Regional e as Autarquias (cada uma por si ou agrupadas), para a reabilitação de imóveis e espaços públicos. Simultaneamente, contratualizar uma linha de crédito, negociada entre o Governo Regional e a Banca, num valor até 50 milhões de euros, para empréstimo a particulares que queiram reablitar as suas moradias e prédios, com um prazo de carência de dois anos e zero de juros.
Assim, rentabilizamos esforços, potenciamos investimento e ajudamos a salvar empresas e postos de trabalho.
Peço-vos que avaliem estas duas e para a semana há mais.