Nos Açores continua a subida do desemprego. Pela calada da noite, trabalhadores e trabalhadoras são empurrados para o desemprego sendo a responsabilidade atribuída à covid-19. Vive-se com salários de miséria, muitos idosos vivem o drama das suas minúsculas pensões que nem dão para os medicamentos.
O governo regional desdobra-se em ações de propaganda: inaugurações de coisas já inauguradas, colocar a primeira pedra em tudo quanto é sítio, a anunciar o que já foi anunciado, e a distribuir sonhos não realizáveis.
Vasco Cordeiro e o seu governo falam de outra região, uma região de faz de conta, onde a crise não existe, o desemprego está a diminuir, e os idosos foram tirados da pobreza graças ao complemento de reforma.
Mas cá, na vida real, o desemprego é cada vez em maior número, há famílias que não conseguem cumprir com os seus encargos financeiros, há pensionistas cujo curto rendimento não permite fazer face às despesas de saúde e bens essenciais, e a precariedade laboral que os jovens vão encontrando dia após dia deixa o seu futuro incerto.
As empresas públicas a serem entregues aos senhores que detêm o monopólio da região, e outras andam pelas ruas da amargura.
Nunca vimos o governo regional junto dos Açorianos e Açorianas a dar uma explicação ou pedir desculpa pelos efeitos da sua política de quero, posso e mando.
Talvez seja altura de começar a explicar a Vasco Cordeiro e ao seu governo que quem manda são os Açorianos e Açorianas, e que fazer propaganda política em tempo de pré-campanha com o dinheiro de todos nós, numa total confusão entre Governo e PS, não é aceitável.